Um passo-fundense na Rio+20

A cidade que tem uma das 7 maravilhas do mundo, é sede da Rio+20. (Foto Fabiana Beltrami)

Um diário sobre a sustentabilidade – saiba o que está acontecendo na Rio+20.

Durante estes dias estou acompanhando este mecanismo criado para que a sociedade civil possa passar uma linha de recomendações aos governos: passamos uma parte do tempo dialogando com os painelistas e, depois, tiramos de cada tema, três prioridades.

Dias do Desenvolvimento Sustentável Diálogo, 16-19 de junho de 2012.
O governo do Brasil está organizando, com o apoio das Nações Unidas, os Diálogos de Desenvolvimento Sustentável, um fórum da sociedade civil a ser realizada no Riocentro, entre junho de 16 a 19, no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio +20.

Nos quatro dias anteriores do Segmento de Alto Nível, os representantes de topo da sociedade civil, incluindo o setor privado, ONGs, comunidade científica, entre outros grandes grupos, se reunirão no mesmo local da Conferência Rio+20. Eles são esperados para participar de um debate aberto e orientado para a ação sobre temas-chave relacionados ao desenvolvimento sustentável. Não haverá participação dos governos ou agências da ONU. As recomendações que emanam dos Diálogos serão comunicadas diretamente aos chefes de Estado e de governo presentes.

 Carlos Eduardo em debate com outros painelistas:  
“Recomendamos 10 prioridades para inúmeras questões”.
Abaixo, as questões debatidas:
  • água;
  •  cidades sustentáveis e inovadoras;
  •  oceanos;
  •  energia sustentável;
  •  segurança alimentar e nutricional;
  •  florestas;
  • economia do desenvolvimento sustentável: padrões sustentáveis de produção e consumo;
  • desenvolvimento sustentável como uma resposta às crises financeiras;
  • trabalho, desemprego e migração.
Carlos Eduardo enviou as prioridades de cada questão. Confira as 11 recomendações ao desenvolvimento sustentável como resposta às crises financeiras:
  1. Incentivar as empresas a adotar padrões de sustentabilidade, tais como as Nações Unidas princípios do Global Compact.
  2. As novas instituições devem ser criadas para administrador e gerenciar o patrimônio global, baseados em modelos econômicos.
  3. Educar futuros líderes sobre desenvolvimento sustentável (PRME Initiative).
  4. Proibir o uso do Produto Interno Bruto (PIB) como medida para o progresso social.
  5. Promover a colaboração entre os setores e ao nível local para tratar de crises financeiras.
  6. Rumo a uma economia verde: deve tornar-se uma agenda de política econômica estratégica para alcançar o desenvolvimento sustentável.
  7. Promover a redução da desigualdade como um objetivo importante na agenda das organizações internacionais.
  8. Promover mecanismos de pagamento Eco services.
  9. Promover a utilização e transferência da mais recente tecnologia como um meio para motivar o desenvolvimento sustentável.
  10. Promover reformas fiscais que incentivem a proteção ambiental e os benefícios para os pobres.
  11. Criar um imposto sobre transações financeiras internacionais, com vista a contribuir para um Fundo Verde responsável pela promoção de empregos decentes e tecnologias limpas.
Acompanhe os depoimentos desde o ínicio nos links:

1 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13875

2 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13901

3 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13954