Um passo-fundense na Rio+20

Urca – Rio de Janeiro, sede da Rio+20 (Foto Fabiana Beltrami)

 Um diário sobre a sustentabilidade – saiba o que está acontecendo na Rio+20.

O ambintalista Carlos Eduardo Sander, que está na Rio+20, enviou as recomendações prioritárias para cada um dos problemas discutidos junto aos painelistas e que serão apresentadas aos chefes de Estado entre os dias 20 e 22.

Confira as 10 recomendações para com as florestas:

      1. Apoiar condições de enquadramento comum para a certificação florestal e incluí-lo na Rio+20 como quadro de ação.
      2. Proteger a diversidade linguística para preservar os conhecimentos tradicionais e a conservação da biodiversidade.
      3.  Organizar uma Comissão da ONU para mobilizar os recursos financeiros públicos e privados necessários para implementar ações de REDD  globalmente.
      4. Consolidar os princípios, a inclusão, transparência e responsabilidade das populações locais na gestão florestal.
      5.  Investir em silvicultura localmente controlada, os direitos aos recursos de promoção, organização empresarial e ofertas justas para a população local.
      6. Carbono florestal: valor de plantações florestais no contexto da economia verde.
      7. Os governos devem apoiar agroflorestais como uma alternativa promissora para equilibrar a necessidade de comida e lenha, reduzindo simultaneamente a pressão sobre as florestas naturais.
      8.  Restore Forestland e Zonas de mangue.
      9.  Promover a ciência, a tecnologia, a inovação e o conhecimento tradicional, a fim de enfrentar o principal desafio encontrados nas florestas: como transformá-las produtivas sem destruí-las.
      10.  Restaurar 150 milhões de hectares de terras desmatadas e degradadas até 2020.

Confira também, as recomendações das prioridades para com os oceanos:

  1. Lançamento de um acordo mundial para salvar o alto mar e a biodiversidade marinha.
  2.  Desenvolver uma rede global de áreas marinhas protegidas internacionais.
  3.  Expandir e implementar arranjos institucionais internacionais para proteger o ambiente marinho a partir de atividades terrestres.
  4.  Promover a criação de Áreas Marinhas Protegidas concebidos e co-gerida por pescadores artesanais como uma ferramenta adequada para garantir a governação marítima e para a sustentabilidade dos recursos haliêuticos em todo o mundo.
  5. A gestão da pesca deve ser baseada nos ecossistemas, tendo em conta as necessidades de todos os componentes do ecossistema, incluindo predadores.
  6.  Os procedimentos de gestão das pescarias devem ser acordados entre as partes interessadas, sempre que possível, com medidas de gestão previamente acordadas em cenários realistas de futuras condições ecológicas e da pesca por vários anos.
  7.  Criar mecanismos de governança global do oceano para preservar a biodiversidade e recursos genéticos em um cenário de nacionalização crescente do meio ambiente marinho.
  8.  Evitar a poluição dos oceanos por plásticos através da educação e colaboração da comunidade.
  9.  Proteger os oceanos através da adoção de uma Carta de Responsabilidades Universal das Nações Unidas.
  10.  Acompanhar e promover a investigação coordenada internacional sobre acidificação dos oceanos e seus efeitos na vida marinha e ecossistemas.

Veja também os demais relatos nos links:

1 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13875

2 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13901

3 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13954

4 – http://www.upf.br/nexjor/?p=13972