De esportes radicais a hobbits

Quem curte viver a vida no limite pode gostar muito de conhecer a Nova Zelândia. Com belas paisagens e uma cultura interessante, o país tem atraído muitos estudantes, apesar das longas 20 horas de viagem. Dividido em duas grandes ilhas (norte e sul), com tamanho que equivale ao Rio Grande do Sul, a capital da aventura, como é conhecida, proporciona um estilo de vida tranqüilo e contato com a natureza. O país que inventou o bungee jump já se tornou o queridinho dos jovens e, além dos esportes radicais, conta com um ensino de excelência, respeitado internacionalmente pelo desempenho acadêmico e de pesquisa das oito universidades federais neozelandesas. O país ficou fora da colonização européia, e a cultura do povo de origem, os maoris, é preservada até hoje.

Foi para a terra da grande nuvem, Aotearoa, como é chamada pelos maoris – ou Terra Média, como ficou conhecida depois das gravações da trilogia O Senhor dos Anéis e, recentemente, de O Hobbit – que Rodolfo Rigoni viajou no começo do ano e, agora, conta um pouco da experiência para o Nexjor.

Por que você resolveu ir para a Nova Zelândia?

Optei pela experiência de ir para lá, pois pesquisei na internet sobre o país e a cidade onde o programa iria acontecer. Achei tudo incrível e me interessei muito sobre a cultura e tudo mais!

Você já conhecia alguma coisa do país antes de ir?

Sim, com a contagem regressiva para ir para lá, quase todos os dias dava uma olhada sobre o país na internet pesquisando sobre tudo, e cada dia me surpreendia com o que achava, era tudo magnífico.

Qual foi a primeira impressão que você teve quando desembarcou lá?

Desde quando sai do avião, percebi que tudo era diferente, o aeroporto e tudo mais pareciam um novo mundo, tudo era novidade, e ainda não estava acreditando de estar em outro país.

Como era sua rotina, você trabalhava, estudava?

Eu acordava às 7h, me arrumava pra ir pegar o ônibus e ir para a escola. Minha casa ficava mais ou menos uns 20 minutos de ônibus da escola, minha aula começava às 9h da manhã e ia ate às 15h. Depois desse tempo eu ia conhecer outros lugares da cidade, ir no shopping e tudo mais. Uma curiosidade sobre lá, é que as lojas de departamentos fecham às 18h. Então, eu não tinha muito tempo por dia para ver tudo, e nos finais de semanas eu viajava para outros lugares com meu grupo de intercâmbio. Saía na sexta à tarde e voltava no domingo à noite.

Quais aspectos da cultura do país mais lhe chamaram atenção?

Logo de chegada, as pessoas são súper simpáticas com você, desde o primeiro contato que você tem com elas. A cultura do povo deles chamado maori também me chamou muito a atenção, e as belas paisagens.

E a culinária? É muito diferente?

Não experimentei muitos pratos, mas um que é muito popular é o fish and chips, filé de peixe empanado com batatas fritas que vêm num papel super simples, tipo uma trouxinha, mas é muito delicioso e também muito gorduroso. Minha homestay fazia a janta sempre diferenciada, toda a noite um prato, ela adora cozinhar massa, fazia frutos do mar também, e os neozelandeses também adoram abusar um pouco na pimenta.

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Ficou interessado e quer embarcar nessa também?

A UPF oferece várias formas de intercâmbio acadêmico.
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A Nova Zelândia é conhecida por belíssimas paisagens e pelos esportes radicais. Você praticou algum? Como foi? 

Sim, pratiquei vários: bumg jump, rafting, e paraquedismo. A experiência é incrível, não tem como descrever a sensação, só praticando pra saber. Pular de um avião em movimento, então, nem se fala, é incrível, e a visão magnífica.

Como são as pessoas lá? São receptivas?

As pessoas são súper gentis, e legais. A família que me hospedou foi súper gentil comigo, súper simpática também. À noite ela era como minha segunda mãe, sempre perguntava como tinha sido o meu dia, o que eu tinha feito.

Como foi estar em um país estranho, longe dos pais, tendo que falar outro idioma?

Demorou mais ou menos 1 semana pra eu me adaptar ao local, mas depois foi tudo tranquilo. Ficar longe dos pais não foi fácil, a saudade sempre falava mais alto, ao mesmo tempo querendo ficar e ao mesmo tempo querendo voltar. Foi super fácil me comunicar, as pessoas de lá até ajudam você com gestos se você se perder na conversa, são super gentis.

E que lições você trouxe dessa viagem?

Voltei mais responsável, pois, quando vivemos um tempo sozinhos, aprendemos a dar mais valor ao que nos é dado, aprendi que tudo tem que ter um limite, e minha cultura enriqueceu muito, meu inglês melhorou muito, e a experiência é única.

[stextbox id=”grey” caption=”Especial“] A série sobre intercâmbio segue trazendo entrevistas com estudantes que colocaram o pé na estrada e foram conhecer o mundo.

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Muito além de pirâmides e farós 

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