Uma nova forma de ver a vida

Quem busca algo novo para sua vida pode apostar na Seicho-no-ie, uma filosofia que se baseia no uso correto das leis mentais

Em meio a páginas amarelas, a tons de cinza e à palavra de Deus, está a escrita japonesa. Quem caminha pelos corredores da 26ª Feira do Livro de Passo Fundo pode até não notar, mas os ensinamentos milenares estão lá, silenciosos, à espera de quem busca um novo jeito de ver a vida.

Criada em 1930 no Japão, por Masaharu Taniguchi, a Seicho-no-ie se espalhou pelo mundo. Chegou a Passo Fundo e está mudando a vida de quem vai até ela. Considerada uma filosofia de vida, a Seicho-no-ie traz o uso correto das leis mentais e serve para adeptos de todas as religiões. Funciona divulgando os ensinamentos de Taniguchi, visando ajudar o homem a transcender suas inquietações, seus sofrimentos e as dificuldades da sua vida.

Quem foi Masaharu Taniguchi?

Dentre os líderes espirituais do Japão, Masaharu Taniguchi é um dos mais conhecidos e influentes. Através de suas preleções, livros, artigos, etc., atinge milhões de pessoas. Suas mensagens são simples, objetivas e capazes de modificar vidas.

Inelves Sasso, hoje, é supervisora da Seicho-no-ieem Passo Fundo, mas, há 10 anos, a realidade era outra: “Eu vim pra Seicho-no-ie pela dor. Cheguei numa situação muito grave de trombose, separação conjugal, condição financeira precária e grande desarmonia”, conta. Segundo Inelves, “quando o homem passa a viver as leis mentais no seu dia a dia corretamente, no reconhecimento de que ele é filho de Deus, as coisas se transformam na sua vida”. Quem conhece os ensinamentos, dificilmente quer sair: “Eu vim pra resolver meu problema e aqui eu não queria ficar, no entanto, de tantas maravilhas que aconteceram como retribuição, hoje eu trabalho aqui.”

Dona Elsa Rubim também faz parte do time que não tinha intenção de ficar. Tentou duas vezes e só se convenceu de que ali era seu lugar na terceira vez, em 1989. “Conheci a Seicho-no-ieem Porto Alegre, quando eu me separei do meu ex-marido, meu filho tinha 1 ano. Saí de casa, o advogado que ia fazer o divórcio me indicou. Eu tentei duas vezes e desisti, na terceira vez eu fiquei. No começo eu não entendia o que era, depois que eu fui entender.” Hoje, compreende e garante que passou a ver a vida de outra forma: “Você passa a não se preocupar demais com as coisas, ver a vida com mais naturalidade, sem se estressar, sem fazer barraco. A gente vive melhor a vida.”

 

Nesse tipo de filosofia não existe espaço para o sectarismo religioso, todos são bem-vindos, desde que estejam dispostos a abrir suas mentes para um novo modo de ver o mundo em que vivem. “A Seicho-no-ie é um modo mais feliz de viver, porque você aprende a não se conformar com as situações, mas a transcender as situações e fazer as coisas de uma forma melhor,” explica Inelves.

Quem busca felicidade ou apenas um alento para suas inquietações pode tentar. Em meio a aventuras e romances, uma nova alternativa para os dias corridos se apresenta, silenciosa, dizendo que para tudo existe uma solução. Basta querer.

Seicho-no-ie em Passo Fundo

Em Passo Fundo, existe uma sede onde são proferidas palestras, cursos e onde ocorrem reuniões quase diariamente. As reuniões são abertas e divulgadas e o público passa a se adequar aos temas, ao que é do interesse e vai buscar as respostas que precisa.