Malas prontas e pé na estrada – ou no mundo

Há quem passe o ano todo programando o que fazer nos meses de férias, para onde ir, com quem e quanto gastar, mas nem todos conseguem fazer uma programação. E agora, quer viajar e não sabe como?

Rosi Salles, responsável pela administração e vendas de pacotes na Alfa Turismo, explica que a programação deve começar pela determinação de um roteiro e que uma viagem pode demorar até ser programada: “Se organizem com antecedência para conseguir sempre um bom lugar, condições de pagamento e não ficar por último porque o atrasado sempre pega as piores coisas. Se adiantar, programar com antecedência para escolher um bom roteiro.” Rosi trabalha na agência há 18 anos, até 2012 era sócia proprietária. Com a prática de trabalhar diretamente com o público, ela afirma que um roteiro pode demorar até seis meses para ser programado, pois envolve contratação de ônibus, guias locais, hospedagens e fechamento de grupos.

Para quem não cansa de aprender…

O período de férias é sinônimo de descanso, praia e viagens familiares para muitos, mas as opções estão cada vez maiores para quem gosta de fazer algo diferente e aproveitar esse tempo para continuar estudando. É com esse intuito que a CI Intercâmbios trabalha oferecendo pacotes que vão da descontração ao estudo. A diretora da CI, Bruna Breintenbach, afirma que o número de pessoas que deixam a organização para a última hora aumentou no último ano. “Nesse ano nós tivemos vários casos de pessoas que nos procuraram em cima da hora, em dezembro para viajar em janeiro e o ideal é que tenha um tempo de antecedência porque em alguns casos exige a preparação de documentação, alguns destinos exigem vistos, o que demanda tempo.” Quando o assunto é opção, Bruna conta que os interessados em programações internacionais têm escolhido períodos mais curtos, de duas a três semanas ou embarques no início de janeiro para passar dois meses fora sem perder as aulas.

A diretora da CI ressaltou que os pacotes tradicionais de intercâmbio são procurados, mas durante os meses de férias, os estudantes querem novidades: “Além dos cursos de idiomas, existem outras modalidades, como alguns programas de estágio, de trabalho remunerado no exterior”. O período em que muitos descansam das aulas é aproveitado pelos estudantes para aprimorar o currículo, “Tem um muito procurado pelos estudantes da UPF, que se chama trabalho de férias nos Estados Unidos, em que eles embarcam em dezembro e ficam até fevereiro trabalhando em uma empresa americana e sendo remunerado em dólar por isso”. Entre empresas, malas, vistos e passaportes, uma das opções mais procuradas pelos estudantes é o mochilão pela Europa, uma oportunidade de conhecer lugares com um roteiro especial  “É totalmente personalizável de turismo na Europa. Você pode escolher quais sãos as cidades e países que quer visitar, e nós montamos toda a estrutura da viagem.”

Quem pretende estudar precisa ficar atento à dica da Bruna: “A primeira dica é ter a certeza de que o passaporte estará pronto, pensar no destino, se gosta mais de frio ou calor, se prefere atividades culturais… É importante pesquisar bastante com relação ao destino, e, se alguém decidir ir para um dos países em que é obrigatório fazer o visto, como Canadá, Estados Unidos, Austrália, seria importante programar a viagem com pelo menos quatro meses, para dar tempo de confirmar a matrícula, recebermos a cartinha que precisa para fazer o visto, agendar visto e conferir documentação”.

 

Para todas as idades e períodos…

Na Alfa Turismo, o período de férias não fica restrito aos meses de recesso letivo, como explica Rosi: “para nós, o nosso período de férias é diferente de outras agências. Como nós vendemos mais pacotes rodoviários e como a grande maioria das pessoas que nos procuram é de meia idade, esse mês de janeiro é mais calmo”.

Da montagem do roteiro à divulgação na internet, as viagens podem ficar à venda até a véspera de saída. Minas, Brasília e águas termais são as opções mais procuradas por quem não tem preocupação com o período de descanso e prefere viajar nos demais meses do ano. Um dos motivos das viagens nesses meses é explicado por Rosi: “O pessoal de meia idade tem casa na praia, tem neto para ficar junto; então, passam os meses de janeiro e fevereiro viajando com os netos, ou aproveitam para fazer cruzeiros e outras viagens aéreas”.

Já é possível viajar a partir dos 12 anos de idade para intercâmbios, como afirma Bruna: “É possível fazer alguns programas que tem acompanhamento de guia e são de curta duração, duas a três semanas, que são programas de intercâmbio mesmo e tem para todos os níveis de idiomas.”

 

Escolha seu destino, programe-se e arrume as malas!

            Machu Pichu, Bento Gonçalves, Patagônia, Buenos Aires…Independentemente do destino, Rosi garante que “a viagem é a melhor coisa que a pessoa faz na vida, porque é um dinheiro bem aplicado. Todo conhecimento e cultura que você vai ter durante uma viagem ninguém tira”. Existem muitos lugares no mundo para conhecer, basta programar-se.