Play…Again! Do Super Nintendo a FarmVille

Aprender a ter vidas infinitas no CandyCrush Saga não é o suficiente. É hora de continuar a conversa sobre o que rola no mundo dos games e descobrir como passar de fase em Farmville 2.

[stextbox id=”custom”]Confira a primeira parte: http://www.upf.br/nexjor/?p=21289[/stextbox]

Marta Hepp é dona de casa, mãe de dois filhos e administradora de uma fazenda. Ela cuida de todos os negócios pessoalmente, da ordenha aos cuidados com os poços, sem sair de casa. Tudo isso é possível graças à internet e ao jogo que já tem mais de 10 milhões de pessoas jogam.  FarmVille 2 certamente já invadiu a timeline da maioria de usuários do Facebook com solicitações e avisos dos amigos que subiram de nível, o que é um dos segredos do sucesso do game social. Reconstruir uma fazenda, cuidar de animais filhotes, vê-los crescer para vender o que eles produzem e colher plantações ainda são as ocupações dos fazendeiros, mas, mesmo que tudo isso seja feito em 3D, não seria o suficiente para manter a atenção no jogo que vem sendo reciclado desde o Orkut.

Cuidar de uma casa e da família não é uma tarefa fácil, mas Marta consegue uns minutinhos de folga: “eu jogo normalmente a noite, quando entro no Facebook.  Eu jogo o Casino Slot e o FarmVille 2, mas jogo mais esse que o do cassino porque não tem graça. Nesse você se envolve mais, precisa tratar os animais, fazer doce, vender.” A dona de casa procura controlar o tempo que fica online. “Toma muito tempo, não sou viciada nele e não quero ficar porque, daí não faço mais nada,” conta Marta.

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Mesmo com uma fazenda completa no computador, há quem não consiga esperar para subir de nível e prefira utilizar alguns meios para passar os amigos no jogo.

Para essas pessoas, fica a dica:

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A dona Marta descobriu os jogos sociais há pouco tempo. Mas Vinícius Biscubi é da geração do Super Nintendo. O representante comercial já passou por várias fases na vida, mas ainda lembra daquelas que disputou com os amigos enquanto jogava Street Fighter, Super Mario World, Animaniacs, Mortal Kombat e Fifa. “Ganhei o Super Nintendo quando tinha uns 11 anos e joguei até uns 15 anos, hoje eu não acompanho mais, mas jogava todos os dias.” Assoprando fitas e brigando para ser o player 1, Vinícius parou com os games, mas não conseguiu desconectar totalmente. A rotina não é mesma de quando ele só precisava preocupar-se com as notas da escola e passar todas as fases no Mario – como ele conta ter feito – agora, ele joga Angry Birds e Sonic no celular.

Apesar da falta de tempo para os jogos, Vinícius se arrisca em uma comparação entre o console da sua geração e os atuais: “Eu acho que os games de hoje são melhores, têm mais emoção porque os gráficos são melhores, têm mais definição de imagem e, com certeza, quem joga hoje aproveitam muito mais, os jogos são mais elaborados.” A opinião de Vinícius foi rapidamente contestada por Bernardo Finardi, sobrinho de Vinícius. O estudante do oitavo ano do ensino fundamental passou pelo Super Nintendo do tio, seu primeiro contato com os games, e é viciado em games, jogando cerca de quatro horas diárias. “Aproveitamos a mesma coisa, mas de uma forma diferente,” argumenta Bernardo. Mas essa história fica para a próxima conversa.  Aguarde para dar mais um play e entender porque Minectaft, por exemplo, faz tanto sucesso.