"Ser repórter é maravilhoso, porque testemunhamos momentos que mudam a nossa vida"

Em uma palestra, com cara de bate-papo o jornalista da Zero Hora, Diogo Olivier falou sobre jornalismo. 

Para comemorar seus 49 anos o Jornal Zero Hora promoveu um ciclo de palestra esta semana pelo estado. Os palestrantes são repórteres, editores e colunistas do jornal que falam sobre sua carreira e jornalismo. São 21 universidades, 14 municípios e mais de 6,8 mil quilômetros visitados.

Na quarta, dia 8 de maio, foi a vez da Universidade de Passo Fundo receber a visita do jornalista Diogo Olivier. Formado pela UFRGS desde 1991, trabalha na ZH desde o primeiro ano de formado. Fez grandes coberturas como a morte do Hugo Chávez e a escolha do papa, trabalhou 8 anos na editoria de política e atualmente está na editoria de esporte.

Quando entrou na faculdade era muito tímido, como a maioria dos jovens, mas com o passar dos anos com as novas experiências e oportunidades foi perdendo a timidez. “Logo que entrei no Zero Hora perdi 7 quilos, de nervosismo, de ter que entrevistar o governador”, confessou Diogo. Acompanhado do medo de ser julgado ele não escrevia suas ótimas matérias em prêmios, para superar tudo isso teve que buscar ajuda, começou a fazer terapia.

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Perfil do jornalista:
“Treinar o olhar é melhor do que perguntar. Aquele olhar é só teu” comentando sobre o jornalista que tem um olhar bem apurado vê além da notícia. Além disso, diz que os jornalistas tem o desafio de mostrar algo diferente o tempo todo, sempre sabendo lidar com diferentes ferramentas, o áudio, o vídeo, nas diferentes plataformas da mídia atual. Sobre a importância de investigar as informações recebidas, buscar comprovação, ser a veracidade falou: “No jornalismo, tudo deve ser comprovado”.

Mudanças no jornalismo:
“Sempre nos preocupávamos com o ontem e a lógica do jornalismo mudou completamente”, “A velocidade que a informação circula ainda assusta”, destaca Diogo sobre a mudança do jornalismo com a vinda da plataforma online. Para ele o impresso deve apostar em muita inovação para sobreviver a era digital. “Olhar diferente e histórias anônimas que emocionam são a salvação do jornalismo impresso”, destaca Diogo.

Jornalismo esportivo:
Falando sobre a área que trabalha atualmente, o jornalismo esportivo, Diogo destaca que o torcedor está cobrando cada vez mais. Para ele não se pode ver o futebol somente como um esporte, mas também com um olhar jornalístico e social. “O futebol não é só objetivo, é emoção. O jornalismo esportivo é um desafio”. Sobre imparcialidade: “Se o repórter esportivo revela para que time torce, os leitores não olham da mesma forma”.

Universidade:
“Não precisa de faculdade para escrever bem, mas precisamos de faculdade para discutir o jornalismo”, respondendo quando questionado sobre a importância da universidade e do diploma para o jornalista. Para ele o jornalista que vai se dar bem é aquele que aproveita a universidade e as oportunidades que oferece.

Abaixo confira um infográfico com os principais twettes, fotos e áudios da palestra: