Descarte, separe, recicle

O lixo há muitos anos não é tratado da maneira correta pela população 

Você já deve ter notado a quantidade lixo nas ruas da nossa cidade, principalmente nos finais de semana. Todos os dias são recolhidos em média 160 toneladas de resíduos e levados para as usinas de triagem.

Segundo a Chefe de Núcleo de Resíduos Sólidos, Graciela Machado, falta muita conscientização por parte da população. “A maioria da população não utiliza os containers, mas o maior problema está na maneira que o comércio local descarta o seu lixo”, destaca Graciela.

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Um grande exemplo de preocupação com a área ambiental é o Centro de Ciências e Tecnologias Ambientais (CCTAM), da UPF, que é supervisionado pela Vice-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários.  O centro desenvolve vários projetos e programas bacanas relacionados à questão ambiental, sustentabilidade, separação do lixo. Um deles é um mutirão de recolhimento dos resíduos jogados no chão do Campus pelos acadêmicos.

Segundo uma das participantes do projeto, a professora do Instituto de Ciências Biológicas, Gladis Cleci Hermes Thome, o objetivo principal do mutirão não é o recolhimento do lixo. “Juntar o lixo é só uma maneira de chamar a atenção para a quantidade de lixo que tem e refletir sobre quem jogou ali”, destaca Gladis. Além disso, a professora acredita que a maioria da população não se preocupa com o futuro do lixo que produz. “O sentimento da maioria das pessoas é que no momento que o caminhão do lixo passa o problema do lixo não é mais “seu”, um sentimento de dever cumprido. Mas, na verdade daquele momento em diante o lixo continua existindo e gerando um custo enorme, tanto financeiro quanto ambiental”, afirma Gladis.

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Acadêmicos recolhendo o lixo no Campus da UPF.

Para a professora do Instituto de Ciências Biológicas Carla Tedesco a questão do lixo é um dos maiores desafios que nós temos e possui duas pontas: a questão da separação ou da segregação dos resíduos, que parte de dentro de casa, da conscientização ambiental e a outra é o destino final do lixo, seu gerenciamento. “Nós devemos pensar como sociedade em: reduzir, reciclar, em ter uma postura mais firme e participar desse processo de uma forma mais efetiva”, destaca Carla.

Alguns dos dados animadores é que o Brasil recicla 97% das latinhas de alumínio e 55% das garrafas PET. Mas falta muito para o problema do lixo acabar. Cabe a população ter a consciência de que o lixo é um problema que afeta o futuro do planeta.

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