O nome é complicado, mas a disfunção é conhecida

Você vive estressando ou convive com algum tipo de dor provinda de sua boca? Se liga, pode ser a disfunção temporomandibular.

Pode-se definir a dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável, o que avisa que algo com seu corpo não está bem. Quando se analisa a origem da dor, são considerados não apenas os componentes físicos e químicos dela, mas também os aspectos subjetivos e psicológicos que possibilitam melhor a compreensão da queixa de determinado indivíduo a respeito de sua dor. Quando as pessoas sentem algum tipo de dor, muitas simplesmente ignoram e não procuram ajuda para resolver o problema, se a dor estiver presente em seu corpo por mais de seis meses, já é considerada dor crônica.

Muitas pessoas faltam trabalho por esta consequência. Segundo dados do site O Fluminense, a dor crônica é responsável pelo afastamento de vários brasileiros do trabalho, pois cerca de 60 milhões de pessoas sofrem com dor crônica no país. Muitas pessoas desconhecem o seu problema, ou muitas vezes este não é diagnosticado pelos profissionais da área da saúde em sua primeira consulta, ou às vezes, está se consultando o profissional errado.

O problema que iremos falar hoje tem um nome complicado, mas é comum na maioria das pessoas. A disfunção temporomandibular ou DTM como é mais conhecida, pode acometer tanto adultos quanto crianças, independente de sua faixa etária. O professor da Faculdade de Odontologia da UPF Mateus Ericson Flores, explica o que é a disfunção, “é uma patologia que varia desde sintomas de dores e ruídos articulares, restrição dos movimentos mandibulares que o paciente vai relatar, ou até sintomas mais graves que podem dificultar a fala e a alimentação do paciente”.

Visando saber qual é a principal causa deste problema, alunos da faculdade de Odonto da UPF, realizaram uma pesquisa para saber se os problemas emocionais podem acarretar no surgimento da disfunção. A pesquisa foi realizada com alunos ingressantes e concluintes de quatro grandes áreas do saber. A análise dos resultados obtidos constatou que houve diferenças estatísticas entre os dois grupos pesquisados, e a disfunção mais leve apareceu em quase 45% dos entrevistados.

Com todos os dados e análises constatou-se que, uma baixa porcentagem dos indivíduos está livre de ter esta disfunção, e que, os portadores desta estão mais propensos ao estresse do que as demais pessoas. A questão ainda é tomar cuidado com sua alimentação, consultar seu dentista regularmente, e avisá-lo sobre qualquer alteração que possa ter ocorrido em sua boca no decorrer dos dias. Cuidar a escovação, pode ajudar a melhorar as condições para o não aparecimento desta disfunção.