Diário de um Peregrino #JMJ

O caminho se faz ao caminhar. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) não é diferente. Estive nesses últimos meses a colher o que vim semeando. A palavra disponibilidade combina bem com a vida de um Peregrino, devemos tê-la em mente desde a forma de alimentação até a vida em comunidade – que convenhamos, exige demasiada paciência.

A segunda-feira começou antes mesmo do sol dar sua graça. Com temperatura suficiente para congelar a chuva, sai da minha cidade para me reunir, na cidade de Sananduva, com um grupo de 54 Peregrino da Diocese de Vacaria. Foi de lá que minha viagem começou.

Em um trajeto de cerca de 1100 quilômetros,  sem banho e sono decente,  o caminho até o Rio de Janeiro foi marcado pelos imprevistos de uma viagem que durou 44 horas. Ônibus quebrado,  erro no trajeto; mas nada  suficiente para desanimar, já que o tempo de espera transcorreu junto com a alegria de estar no Santuário de  Nossa Senhora Aparecida.

Foto: Guilherme Cavalli - Nexjor FAC UPF

Por fim,  chegamos na paróquias do bairro Bangu, a 50 quilômetros de Copacabana. Perdi a missa de abertura da JMJ mas ganhei uma nova família, que fala cantando e com excessos de “x”. Meu novo pai e minha nova mãe, cariocas aposentados,  me receberam com uma típica sopa espanta frio (mal sabem eles que 18 graus está sendo minha alegria). Cá estou,  Guilherme Cavalli, em sua nova casa por uma semana de Jornada, me propondo a viver a experiência de ser carioca, mais novo morador de uma das centenas de bairros do Rio de Janeiro.

Mesmo tendo muito o que que tenho para contar,  minhas pálpebras  pedem que eu encerre o contínuo abre e fecha, já que se trata de 2:30 da manhã em um dia que terei que acordar às 6:00 para ir até o Sambódromo pegar minhas credenciais e o Kit Peregrino.

O Rio de Janeiro continua lindo.