Motoristas e cobradores largam volantes e ganham as ruas

O gigante que acordou também despertou motoristas e cobradores.   A onda de protestos e reivindicações que toma o Brasil se alastrou até atingir os trabalhadores do transporte público da cidade de Passo Fundo, e o ato não foi organizado por manifestantes que exigiam a revogação no aumento da passagem. A Avenida Brasil dessa vez foi tomada pelos próprios motoristas e cobradores que, ao estacionar os ônibus em suas garagens, permaneceram à tarde desta sexta-feira, dia 5, na rua. Em diálogo com a comunidade local, Brigada Militar e representantes do poder legislativo, os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Público de Passo Fundo  (Sindiurb) caminharam da Prefeitura Municipal até o Fórum da cidade, onde permaneceram parte da tarde em ato de protesto.

Foto: Guilherme Cavalli  Nexjor/Fac-UPF

Manifestantes permaneceram em frente ao Fórum até que o Tenente Coronel Bicca viesse conversar com o presidente do Sindicato, José Doebber

A segurança para o trabalhador, especialmente para os motoristas e cobradores, foi o principal motivo que levou às ruas cerca de 150 pessoas – dados fornecidos pela organização. “O foco central da manifestação é a falta de segurança nos ônibus, mas não só nos ônibus. A brigada está perdendo mil homens, então está havendo um retrocesso, isso não pode acontecer”, comenta o presidente do Sindiurb, José Doebber.

Além da manifestação, durante a manha aconteceu uma reunião com  integrantes do Sindicato e o prefeito em exercício, onde encaminharam-se documentações com exigências de maior segurança nos bairros. Para tal, uma carta foi produzida com intenção de pautar reinvindicações movidos pela violência que os trabalhadores do transporte coletivo sofrem diariamente.

Não a violência era a principal mensagem da manifestação realizada pelos motoristas e cobradores.

Não a violência era a principal mensagem da manifestação realizada pelos motoristas e cobradores.

 

A manifestação se encerrou por volta das 17 hrs, quando os manifestantes voltaram para frente da prefeitura. “Queremos trabalho com segurança”, “dignidade ao trabalhador”, “melhor condições de trabalhos”, eram frases que emplacavam os cartazes que eram embalados ao som do Hino Nacional cantado pelos caminhantes.

Reclamações foram feitas pela população diretamente ao Tenente Coronel Bica, que esteve no local para dialogar com os manifestantes. “Temos uma necessidade de segurança permanente e efetiva, não que demore 2 horas para vir”, relata o presidente do Sindicato na carta entregue a população. O informativo também descreve as dificuldades que os trabalhadores enfrentam quando discam para o telefone da Brigada Militar, que muitas vezes informa não possuir viaturas para atender as ocorrências. “A única arma que temos é virmos à rua” explica Doebber, antecipando próximas iniciativas do Sindicato contra a violência.

 

 

Veja abaixo em vídeo a leitura da carta aberta feita pelo Sindicato destinada à população explicando o porque do protesto:

Confira mais fotos do protesto:

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Fotos: Guilherme Cavalli  Nexjor/Fac-UPF