O encontro com o Papa #JMJ

A quinta-feira iniciou coberta por um manto branco, como que para anunciar, finalmente, a hora do encontro da Juventude, que colore  a Igreja, com aquele que veste roupas claras.

Havia mais de um milhão de pessoas presentes. Eu estava lá. O Papa Chico apareceu bendizendo a cultura brasileira, recebendo todos os presentes oferecidos, beijando crianças dessa terra, e provando de nossas especiarias : quem viu o Papa tomando chimarrão,  tchê?

Seu discurso – ou se preferir homilia –  pedia para que não esquecermos da solidariedade,  a exemplo de São Francisco; e no seu maior encontro com multidões até então, buscou ressaltar a importância da revolução jovem, que, segundo ele, acontece quando encontramos Cristo e buscamos nesse kerigma a força para atuação em prol dos marginalizados e excluídos. Mais adiantes, arrematou: “Nem o poder nem o dinheiro trazem a felicidade”.

O dia nas areias de Copacabana terminou com o festival da Juventude e inúmeros shows. Pena ter se prolongado tanto, já que a fila do metro dobrava a quadra da rua Siqueira Campos. Cheguei em casa já passado das 2h30min da madrugada e fiquei pensando que o Rio de Janeiro não tem um transporte público que desafogue rapidamente quem o usa. Na espera,  fizemos das ruas cariocas um Centro de Tradicionalismo Gaúcho, com direito a sapateado e tingindo de verde amarelo e vermelho o mesmo solo pisado por Papa Francisco.

Mas vir ao  Rio de Janeiro e não visitar o Cristo Redentor? Claro que não!

Antes do encontro com o Papa que acabei de contar, logo cedo, na  primeira hora da manhã, foi com um grupo ao Corcovado. E, deppis 2 horas da trânsito – trem, metro, ônibus e van -, tive a experiência de ser abraçado por um gigante.