Carandiru, 21 anos depois

As paredes do Carandiru foram marcadas por sangue, medo e rebelião. Você conhece a história do massacre?

Na casa de Detenção do Complexo Carandiru, inaugurada em 1920 na Zona Norte de São Paulo, as brigas e rebeliões eram comuns. Na tarde do dia 2 de outubro de 1992, mais uma delas começou no Pavilhão 9 do presídio e poderia ter terminado por lá. No entanto, o fato deu início ao conhecido massacre do Carandiru, onde a Tropa de Choque da Policia Militar de São Paulo invadiu o presídio e acabou matando 111 presos.

Condenado a mais de 630 anos de prisão, o comandante da Tropa de Choque e responsável pela invasão, coronel Ubiratan Guimarães, não passou um dia na cadeia e acabou absolvido pelos crimes. Em setembro de 2006, o coronel foi morto com um tiro na barriga em seu apartamento na capital paulista. O massacre também resultou na implosão dos pavilhões 6, 8 e 9 em dezembro de 2002.

Apesar da morte do principal responsável pelo massacre e a destruição do lugar onde tudo aconteceu, essa história está longe de chegar ao fim. Mesmo após 21 anos, os julgamentos continuam.

O processo de julgamento dos envolvidos foi dividido em quatro partes, a partir do número de andares do pavilhão 9, onde o massacre começou. A primeira parte foi concluída em abril deste ano e 23 PMs foram condenados a 156 anos de prisão cada. Eles recorreram e aguardam a decisão da Justiça em liberdade. A segunda parte do processo está em andamento e desta vez serão julgados 26 acusados pelas mortes de 73 pessoas no 2º andar do pavilhão.

Você pode acompanhar toda a cobertura dos julgamentos clicando aqui.

No infográfico abaixo você confere a cronologia dos fatos, as armas utilizadas no massacre e as fotos do acontecimento:


FontesR7G1, Folha de São Paulo e blog Acessa Juventude