Atividades aquáticas na UPF

Cerca de vinte pacientes frequentam a piscina de reabilitação do curso de Fisioterapia da UPF

O caminho de chegada da entrada até as piscinas do curso de Fisioterapia da UPF sempre está cheio de pessoas. Misturam-se aos acadêmicos e professores, pessoas com cadeiras de roda, com dificuldade para caminhar, acima de 60 anos, outros de meia idade, ou mesmo jovens. São pessoas com alguma dificuldade que vem de encontro aos serviços prestados por estagiários dentro e fora da piscina, em média duas vezes por semana para cada grupo. “São cerca de vinte pessoas que frequentam esse espaço, que é uma alternativa para amenizar problemas de saúde decorrentes de uma história sem qualidade de vida, acidentes vascular cerebral, acidentes no geral que deixaram sequelas ou dificuldades de socialização”, diz o acadêmico do curso Alberi Furlani. “A gente é muito bem recebido aqui. Faz anos que frequento as atividades por recomendação do meu médico, quando cheguei mal caminhava por causa de um acidente de trabalho em que machuquei as costas, esses meninos e professores são uns anjos. Quando não tem nas férias a gente sente falta”, explica um dos aposentados que frequentam o local periodicamente. Iniciativas como essa contribuem ainda com dados para a pesquisa Efeito do exercício aquático sobre a aptidão cardiorrespiratória, força muscular e qualidade de vida em pacientes com insuficiência cardíaca. “A gente desenvolve essas atividades juntamente com um médico cardiologista. São atividades de baixo impacto por serem realizadas na água morna, com acompanhamento e que resultam em melhora na qualidade de vida dos pacientes. Muitos passaram a vir de ônibus até o campus, devido a melhora dos movimentos”, justifica o coordenador do projeto de pesquisa Leonardo Calegari. São múltiplos benefícios oferecidos de forma gratuita e periódica que possibilitam depoimentos de vida, que envolvem a falta de promoção da saúde, episódios e o trabalho de reabilitação.

Piscina de Fisioterapia