Bienvenue en France!

Sabrina realizou intercâmbio para o país em que tanto sonhava conhecer e agora conta um pouco sobre a experiência

Charmosa, elegante, chique e cheia de requinte assim é a França. Conhecido como o país dos croissants, da moda, dos perfumes  e da Torre Eiffel.  Todos estes motivos levam a França a ser o país mais visitado do mundo, em 2012 foram 83 milhões de turistas.

Sabrina Rocha, acadêmica do 7º semestre de Jornalismo da UPF, escolheu esse país encantador para realizar seu intercâmbio. Residiu em Metz, cidade com quase 150 mil habitantes, 280 km de Paris, onde estudou por cinco meses e aproveitou mais sessenta dias para realizar mais turismo.

Por que você escolheu a França?

Na verdade, não foi um simples intercâmbio, foi a realização de um sonho. Há muitos anos eu sonhava em um dia conhecer a França. É uma país que Deus colocou no meu coração. Considero a França meu segundo país. Sempre fui apaixonada pela cultura francesa, então, aos 14 anos comecei a estudar francês. Em 2010, quando me mudei para Passo Fundo, eu ingressei na faculdade de jornalismo pela UPF, fui logo buscar informações sobre intercâmbio acadêmico para a França e saber quais os requisitos solicitados. Então, em 2012 me inscrevi no Programa de Intercâmbio Acadêmico da UPF e fui aprovada. Foi todo um processo até a hora da viagem. Mas de uma coisa estava certa: estava prestes a realizar um grande sonho. Já me sentia vitoriosa!

Quais foram as primeiras impressões que você teve do país?

Estar em uma país de primeiro mundo é sempre impressionante. Mas a França era realmente aquilo que imaginei. Um país agradável, receptivo e é claro, rico em histórias.  O que mais me impressionava era o patriotismo dos franceses. O respeito que eles tem pelo país e pela cultura na qual estão inseridos. Eu andava pelas ruas francesas, visitava monumentos históricos, interagia com outros estrangeiros e me sentia em outro mundo. Uma realidade completamente diferente da que vivia no Brasil.

Quais foram suas maiores dificuldades? E os melhores momentos?

Não tive muitas dificuldades. Na universidade, os professores era compassivos com os intercambistas estrangeiros. Tentavam passar o conteúdo das disciplinas de forma clara e objetiva. Mesmo a maioria delas sendo teóricas. Com os colegas, meu relacionamento era normal, alguns deles me ajudavam quanto aos trabalhos acadêmicos. Com os outros estrangeiros que conheci criei um forte vínculo de amizade. Através deles pude conhecer outras culturas sem mesmo sair da França. Praticava o inglês e o espanhol e também aprimorava o meu francês.

Já os melhores momentos foram muitos. Minha chegada na França, o início das aulas na Universidade de Lorraine, minha primeira ida a Paris, a primeira vez que vi a torre Eiffel, as viagens que fiz e os lugares que conheci pela França … Enfim, os 7 meses que morei na França foram os melhores meses da minha vida.

Quais as principais diferenças entre o curso no Brasil e na França?

A infraestrutura que a universidade fornece para os estudantes ajuda muito no desenvolvimento acadêmico. No curso de jornalismo, os laboratórios de fotografia e os estúdios de rádio e TV são altamente equipados. No prédio do curso, há vários auditórios e laboratórios de informática para o auxílio nos trabalhos acadêmicos.  Quanto a qualidade de ensino do curso de jornalismo, sem dúvidas a melhor. As disciplinas eram na maioria teóricas, mas mesmo assim eram ensinadas com uma visão de mundo, uma visão do jornalismo global. Não era um jornalismo segmentado, unicamente da França. Tive a oportunidade de conhecer como é o jornalismo na França e em outros países, além de saber como alguns veículos de comunicação internacional tratam a informação. As disciplinas práticas tinham todo um suporte dado pelos professores. Eu estudei 8 disciplinas, algumas práticas e outra teóricas. Dentre elas, algumas inexistentes na grade de jornalismo da UPF. Por exemplo, reportagem pra TV, Conceito Web e Infográficos. Com certeza, pude aprimorar meus conhecimentos e acrescentar algo novo no meu curriculum jornalístico.

O que você mais aprendeu realizando o intercâmbio? 

Primeiramente aprendi que vale a pena sonhar. E que quando se sonha podemos ir muito mais longe. Não há obstáculos para aquele que sonha. Eu sou prova disso! Hoje, tenho uma visão maior do mundo. Com o intercâmbio pude aprender o conceito de comunicação e informação e saber de fato o que é e como se faz jornalismo. Aprendi a enfrentar desafios e conviver com outra cultura. Aceitar as pessoas independentemente da sua origem. A ser mais independente e enfrentar meus problemas sozinha. Em resumo, o intercâmbio mudou minha vida, meus hábitos, minha forma de ser e pensar, e principalmente, minhas relações sociais.

Confira alguns registros de Sabrina:

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