A Memória da Comunidade

Você conhece a história de espaços que fazem parte do bairro onde você mora?

Para confeccionar as maquetes que retratam a história de suas comunidades, os alunos foram auxiliados por voluntários do Curso de Arquitetura.

Para confeccionar as maquetes que retratam a história de suas comunidades, os alunos foram auxiliados por voluntários do Curso de Arquitetura.

Pensar a história da cidade com outro olhar, não apenas o centro urbano, mas de todos os bairros, vilas e loteamentos. Identificar e valorizar a história de onde se vive, aproximar a história local de professores e alunos levando essa memória para a sala de aula. Esse é o objetivo do “Rede de Memórias”.

O projeto, vinculado ao curso de História, é uma parceria entre a UPF e as escolas municipais de Passo Fundo para valorizar a história local. Coordenado pela Prof. Ironita Machado, o Rede de Memórias conta também com a colaboração de um estagiário e três voluntários acadêmicos do curso de História, dois voluntários do curso de Arquitetura e um do curso de Jornalismo.

Para execução do projeto, ele foi dividido em duas etapas. A parte teórica começou ainda no ano passado, e foi trabalhada com professores da rede pública de ensino, que depois levaram seus conhecimentos aos alunos, transformando- os em atividades práticas. O projeto iniciou seus trabalhos com as 32 escolas municipais de Passo Fundo, mas hoje, já na segunda etapa, apenas 6 seguem participando.

Cada escola participante escolheu a sua forma de retratar a comunidade em que está localizada. “Nesse projeto queremos justamente isso, desconstruir a ideia de que a história da cidade é só o que estamos acostumados a ver no centro, queremos ajudar os alunos e professores à reconhecer que as comunidades também têm patrimônios específicos” afirmou a Prof. Ironita.

Apesar ser vinculado ao curso de História, as atividades levadas para a escolas são vinculadas com diversas disciplinas. “Ficou a critério das escolas escolherem como levar para a sala de aula essas atividades. Na disciplina de português são trabalhados lendas e contos da comunidade. Na matemática, são trabalhados gráficos do comércio. Cada escola optou por um método” completou Djiovan Carvalho, acadêmico do curso de História e estagiário do projeto.

Já para trabalhar geografia e história, foram realizadas atividades para a construção de maquetes. Nelas, os alunos das escolas municipais passaram uma manhã com os de voluntários do curso de Arquitetura da UPF, onde começaram o trabalho, que depois será concluído em sala de aula. Para Newton de Souza, voluntário de arquitetura, essa atividade ajuda tanto os alunos do ensino fundamental quanto os voluntários, que praticam o que aprenderam em sala de aula. “O mais importante é que soma para os dois lados, para quem ensina e quem aprende” afirmou.

Das seis escolas que ainda participam do projeto, quatro já começaram a montar as maquetes. Stefane, Júlia, Marcos e Luciano, alunos da escola Wolmar Salton, representaram sua turma durante o início da confecção das maquetes. Os quatro terão a tarefa de ensinar o resto da turma a completar a atividade. Luciano, de 13 anos, disse que é muita responsabilidade. “Mas é muito legal sair da sala de aula e fazer trabalhos práticos” concluiu. A professora Eliane Gerni, que trabalha a disciplina de História com os estudantes, contou que eles têm aproveitado mais as aulas. A escola Wolmar Salton optou por trabalhar com o projeto em todas as disciplinas, em sua grande parte de forma prática, o que segundo Eliane tem ajudado na interação da turma e no envolvimento dos alunos com o que é trabalhado em aula.

O resultado de todo esse estudo vai ser uma grande exposição em agosto desse ano, durante a semana do município, formando assim uma Rede de Memórias. O projeto também vai integrar debates na 4ª temporada do programa Momento Patrimônio.