O começo das palavras

As primeiras palavras da vida de uma pessoa começam na infância, mais precisamente nos primeiros anos de vida. Aos dois anos de idade, uma criança já tem um vocabulário elaborado, com centenas de palavras. Cada dia que passa, é mais um dia de aprendizado para a criança, que está sempre atenta aos novos sons que poderá reproduzir.

Grande parte desse processo se desenvolve na escola. Nas primeiras séries as crianças podem entrar em contato umas com as outras, e se ajudar no processo de desenvolvimento da fala. “As crianças se ajudam entre si, e isso contribui para que elas não parem de falar, mas sim, troquem novas palavras.”, explica a professora Camila de Paula, da creche Santa Luzia de Passo Fundo.

Na sala de aula repleta de brinquedos, a interação entre as crianças de cerca de três anos é grande. Todas estão brincando e como o aluno Lucas Manuel explica, ele está fazendo um “grande castelo”. Mas cada uma delas fala e monta os brinquedos no seu ritmo, e a conversa entre os pequenos é grande. A professora Renata Lencina, que também é vice-diretora da creche Santa Luzia, conta que esse processo de conversa entre crianças é de extrema importância, pois assim descobrem que todos estão aprendendo, e deixam a conversa fluir de maneira natural.

Os pais também tem papel fundamental nessa faze. Corrigir de maneira grosseira ou ríspida pode influenciar negativamente, e a criança perde o interesse de repetir uma palavra por medo de ser repreendida. A calma e a vontade de ajudar dos pais são o começo para o aprendizado correto. “A melhor maneira é a do carinho, repetindo a palavra da maneira certa e de forma calma, para que a criança escute e repita sem medo”, explica a professora.

Esses dois ambientes que a criança permanece praticamente todo o dia, a casa e a escola, devem igualmente ser núcleos de aprendizado constante durante a infância. Desde o primeiro ano de vida, quando já se notam tentativas de sílabas e pequenas palavras, até quando a fala já está avançada, como aos sete anos, é preciso de um centro norteador fala a fala das crianças, que na maioria dos casos, são os pais e as professoras.

Algumas crianças, porém, apresentam grande dificuldade em falar, como a gagueira ou atraso na pronunciação das palavras em relação a idade. Nesse caso, é preciso procurar a ajuda de um profissional, como um psicólogo, caso o problema seja psicológico, e um fonoaudiólogo. Adriana Muller de Mattos, também professora, reforça que muitas vezes os tratamentos são desnecessários, mas em casos isolados se fazem fundamentais. “Um fonoaudiólogo tem propriedades para ajudar essas crianças, que quanto mais cedo começarem o tratamento, mais rapidamente estarão falando sem dificuldades.”

Esse mesmo tema foi assunto do programa Universidade Aberta, feito em parceria com a UPF TV e o Nexjor. No programa participaram alunos e professores do curso de Letras da UPF, que desenvolvem uma pesquisa sobre a enunciação falada da criança. Para conferir, é só clicar no link.