Tecnologia: você se interessa?

Computadores, tablets, celulares. Palavras muito comuns no vocabulário da população em geral, pois são objetos imprescindíveis na vida profissional e pessoal da maioria das pessoas. Aparelhos que anos atrás eram algo utópico e que ninguém imaginava, hoje são ferramentas fáceis de manusear e que exercem papel de constante utilidade.

Quando se entrega um celular a uma criança, ela facilmente descobre suas funções e modos de manuseá-lo, sem maiores dificuldades. Ao entregar o mesmo aparelho a um adulto de cerca de 50 anos, esse processo é mais demorado, pois essa pessoa não cresceu lado a lado com esse tipo de tecnologia, e, portanto, necessita de maior concentração e esforço no aprendizado.

Mas poucas são as pessoas que se aprofundam no cunho tecnológico. Tornar esse mundo uma profissão é o caminho que poucos alunos optam, por achar que a dificuldade na formação tecnológica é muito complicada. Os fios coloridos e os cálculos complexos afastam muitos jovens de faculdades como Ciência da Computação, por medo de não conseguirem sucesso nessa área.

Entre mulheres, a presença em faculdades de cunho tecnológico é ainda menor. Elas estão presentes em faculdades como Estética e Cosmética e Psicologia, principalmente, nada a ver com faculdades que necessitem conhecimentos de computadores.

Para despertar o interesse das pessoas, faculdades como Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Ciência da Computação da UPF se uniram em uma pesquisa guarda-chuva para promover o uso da tecnologia avançada nas escolas. A proposta é que alunos desses cursos atuem como professores em escolas públicas e incentivem a produção e desenvolvimento de sistemas de computador pelos alunos, fomentando assim, o aprendizado tecnológico.

Além disso, essa atuação é importante para desvendar mitos de que sistemas de computador são muito complexos e praticamente impossíveis de serem produzidos. O despertar do interesse é algo gradativo e feito como uma brincadeira, que os alunos praticam de forma divertida, ao mesmo tempo em que estão produzindo ciência.

E esse assunto foi tema do programa Universidade Aberta, produzido pela UPF TV em parceria com o Nexjor. O professor Adriano Canabarro Teixeira, o coordenador dessa pesquisa, explica os detalhes desse projeto, acompanhado da aluna Jaqueline Zilli, aluna de Ciência da Computação da UPF. Para acompanhar o programa, é só assistir abaixo.