O Centenário de Lupicínio

Lupicínio Rodrigues foi mais um gaúcho que deixou seu nome na história da cultura brasileira. Porto alegrense, nascido em 16 de setembro de 1914, desde pequeno cantava para os colegas de turma na escola. Quando largou os estudos porque não conseguia se concentrar nas aulas, seus pais não sabiam, mas o garoto que só pensava em cantarolar nas aulas escreveria letras que ficariam marcadas para sempre na história.

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Muito cedo teve início essa caminhada. Aos 14 anos compôs sua primeira música, ‘Carnaval’. A boemia fazia parte da rotina de Lupe, como era carinhosamente chamado.  Foi dono de vários bares e restaurantes ao lado do sócio Rubens Santos, mas todos fecharam as portas. Romântico e apaixonado,  o cantor tinha fama de não se dar muito bem em seus relacionamentos, tanto que é considerado até hoje inventor do termo “dor de cotovelo”.

Como lembra o professor  de música da UPF, Alexandre Sagioratto, o compositor gaúcho foi precursor da história do choro no brasil, com suas letras melancólicas e cheias de sentimento, deixou marcado seu nome no cenário nacional antes mesmo da música popular brasileira surgir. A maior prova disso são as releituras que grandes nomes da MPB, como Thedy Corrêa e Arnaldo Antunes, ainda fazem de suas músicas.

Lupe completaria 100 anos no mês de setembro e, para homenagear o centenário, Porto Alegre terá uma programação especial, a Semana Lupicínio Rodrigues. Para marcar essa data e deixar a memória do criador do hino do Grêmio Futebol Porto Alegrense viva, o Nexjor preparou um Sintonia, som e sentido especial com um bate-papo com o professor Sagioratto. Pra voltar no tempo, é só dar play!

Sintonia, som e sentido – Lupicínio Rodrigues