A espera pelo transporte público

Paradas lotadas e ônibus estacionados nas garagens. A sexta-feira (29/05) amanheceu sem movimentação dos coletivos urbanos em Passo Fundo. E quem sofreu com a paralisação? As pessoas que estavam nas paradas. Os funcionários das empresas Coleurb, Codepas e Transpasso foram impedidos de veicular, conforme solicitação das centrais sindicais. A medida foi realizada como forma de protesto contra as terceirizações e os projetos do governo federal que restringem direitos dos trabalhadores. As três empresas votaram pela paralisação: 138 votos a favor do protesto contra 42 votos favoráveis ao retorno das atividades.

A categoria protestou a nível nacional, e a população foi atingida. Nas paradas de ônibus da Avenida Brasil, no centro da cidade, dezenas de pessoas esperavam por aqueles que não tinham hora para surgir. A angústia das pessoas, aliada à pressa de chegar a tempo nos seus compromissos, fez com que os dedos não parassem na tela do celular. A busca por carona pelas redes sociais foi a válvula de escape mais rápida para o momento. Os carros tomaram o lugar dos ônibus nas paradas e foram o meio para transportar as pessoas. Alguns estudantes – mais apressados – optaram por dividir um táxi e chegar o mais rápido possível na Universidade de Passo Fundo para não perder o início da aula.

Em Passo Fundo, a paralisação se manteve até o início da tarde, quando os coletivos urbanos começaram a trafegar.

Confira as fotos da parada de ônibus da Praça Tocchetto, às 8h:

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