Construindo Futuros pela Música

O estudo da música ajuda as crianças a se tornarem adultos mais responsáveis e comprometidos com o seu próprio futuro.

“A música é universal, o que a torna ainda mais bela”. Essa é a fala da Eduarda Ferrarezi Tomazeli, 14 anos, aluna do Projeto Orquestra Jovem Feliz. A iniciativa do projeto é do maestro Ghadyego Carraro, mestre em música pela UFG, e doutorando na UPF.  Ele conta que quando voltou para Passo Fundo, após uma estada na Itália e em Goiás, onde projetos parecidos eram desenvolvidos, e resolveu trazer essa iniciativa para cá. Após uma apresentação, Ghadyego conheceu um empresário da cidade que acreditou na sua ideia, e resolveu apostar nela.

Juntamente com a empresa Majufer, e com o apoio da Escola de Música Fabíula Mugnol, o projeto finalmente saiu do papel. A iniciativa foi divulgada nas escolas do município, priorizando as escolas públicas. 30 vagas foram oferecidas, e preenchidas após algumas entrevistas com os alunos interessados. As aulas iniciaram em abril deste ano.

Os alunos foram divididos em quatro turmas, trabalhadas no turno inverso ao da escola.  As aulas de música acontecem em uma sala cedida pela própria empresa. Os instrumentos também foram concedidos pelo patrocinador do projeto, mas alguns alunos adquiriam os seus próprios instrumentos para poderem ensaiar em casa. A orquestra é formada por instrumentos de corda, como o violino e a viola.

Ghadyego conta que espera oferecer novas oportunidades para os alunos por meio da música. “Eles podem não se tornarem músicos no futuro, mas o que eles aprenderam com a música vai influenciar para melhor a vida de cada um”. A música, segundo o maestro, ajuda os alunos a terem disciplina, comprometimento e melhora a vida deles na escola também, já que a música faz com que o aluno precise ter mais atenção ao que esta fazendo.

Segundo a aluna Eduarda Tomazeli, antes de participar da orquestra, ela imaginava que a vida de músico era muito fácil.  Mas agora ela admite: “músico cansa, estuda demais, e tem muitas responsabilidades”. Ela conta que as dificuldades são todas superadas quando ela toca violino, e que agora é apaixonada por música.

Renato Trindade, também participante do projeto conta que a música o ajudou a estar mais atento as coisas, a não se dispersar mais com facilidade.  “A maior dificuldade para mim, é memorizar as notas e as posições”, afirma Renato.  A família também tem um papel importante nesse aprendizado, segundo Renato, a família dele adora o ver tocar.

No próximo ano o maestro e professor Ghadyego espera abrir novas vagas para que outros alunos possam participar do projeto. A idade estipulada para os alunos é dos nove aos 15 anos, uma idade considerada boa para se aprender música. O projeto é uma bela iniciativa para proporcionar uma atividade no período ocioso das crianças e adolescentes. O maestro destaca que o seu principal objetivo é dar oportunidade a quem não tem, além de promover a cultura na cidade através da música, e desenvolver novos talentos na região.

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