Bate-papo com Cristiano Gobbi

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Comemorando os vinte anos do curso de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo, o repórter do Jornal da Band, Cristiano Gobbi, em palestra para os acadêmicos da área jornalística, contou sobre sua carreira, experiências e os obstáculos que o profissional enfrenta durante a sua trajetória.

Gobbi, egresso na primeira turma de Jornalismo da UPF, abordou em seu discurso a importância que o jornalista deve ter em relação ao seu olhar sobre as fontes e as pautas, destacando que os pré-conceitos do jornalista são como uma “pedra no caminho” e podem atrapalhar no ramo profissional. Além disso, argumenta que o jornalista deve respeitar as diferenças e manter a neutralidade, pois as diversidades culturais sempre vão existir. Gaúcho, vivendo em Salvador, o repórter explica: “No Brasil, o Norte e o Sul, são como dois países. O jornalista precisa ter o olhar mais neutro possível para contar a história despida de preconceitos”.

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 “Procuro ouvir muito.  (…) Três olhares são sempre melhores do que um só.”

Em entrevista com o Núcleo Experimental de Jornalismo, Cristiano Gobbi conta que a sensação de estar de volta na universidade é ótima. “Rever as pessoas daquela época e perceber que está semente foi plantada há vinte anos, e agora está gerando muitos frutos. Muita gente saindo daqui e conquistando espaço, fazendo um jornalismo de uma maneira diferente do que se fazia anos atrás.”

Através de sua palestra, o repórter  tem a intenção de contribuir o máximo possível para a formação dos acadêmicos do curso de Jornalismo. Com sinceridade e bom humor, pediu para “extrair de mim o que for possível, para a experiência pessoal de quem está por vir”. Como amante de livros, Gobbi destaca a importância da leitura de bons autores: “As novas tecnologias, a linguagem atual, da comunicação em si. A ficção, a literatura de ficção, dá o substrato pra capacidade do jornalista de contar histórias, o que o jornalista faz é contar histórias”, finaliza.

 

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