As mulheres na Arte

“Porque as mulheres são maioria nas faculdades de arte, e ainda sim quem fica conhecido são os homens?”.

Este foi o questionamento feito pela professora de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, Daniela Kern, que palestrou na semana acadêmica da Faculdade de Artes e comunicação da Universidade de Passo Fundo com o tema “Representação, identidade e resistência: as mulheres e as artes visuais”.

O modo de representação das mulheres sempre foi controlado pela cultura patriarcal e conservadora que até hoje domina nossa sociedade. Para a arte isto não é diferente. Com todas as características que uma obra carrega, e com todas as possibilidades de interpretação, a autoria sempre é percebia como uma representação, nesse momento é que a entrada da mulher na arte se torna difícil.

Desde a Idade Média, podemos encontrar mulheres artistas que não conseguiram reconhecimento e acabavam sendo tratadas até como bruxas. A pós-doutora em história da arte, Daniela Kern, fala sobre a introdução da mulher na arte desde a antiguidade até o momento atual, onde ainda é difícil encontrar reconhecimento e apreciação.

O problema da desigualdade de gênero pode ser sentido em todas as áreas de uma sociedade. Dentro da arte, que é um meio de estruturação social e humana, ainda não vemos disseminação de grandes modelos que carreguem o objetivo de alcançar um ideal de igualdade.

“No Brasil a gente ainda conta nos dedos às mulheres que conseguem viver de sua escrita”, comenta Kern.

Difundir esse ideal e conquistar realizações para a mulher na arte ainda é um caminho longo a percorrer, a doutora fala sobre a imersão desse assunto nas faculdades de história da arte.

É com os pequenos detalhes que estamos conquistando a igualdade de gênero, não podemos deixar de discutir um assunto tão pertinente que afeta todas as mulheres. A cada passo vamos distribuindo ideias e alcançando a evolução.