De designer a tatuador: uma vida baseada no desenho

Quase todas as pessoas, em algum momento de suas vidas, passam por situações em que se vêem sem escolha… ou melhor, com apenas uma escolha a seguir. O tatuador Daniel Griza também já vivenciou essa situação. Demitido da agência de design onde trabalhava, poucos meses depois de fazer as primeiras tatuagens (por hobbie), Griza viu na área a saída para um novo caminho. Felizmente, desde o início, esse caminho se mostrou o certo.

Hoje, com 27 anos, ele recorda a primeira tatuagem feita por ele. Não lembra ao certo se tinha 22 ou 23 anos, mas lembra bem da mistura de sensações. Ansiedade, empolgação, estranheza e diversão, tudo isso porque a primeira tatuagem, pelas suas mãos, foi nele mesmo.

Quanto a carreira que seguiu, o jovem não se arrepende da escolha. Para Griza a transformação de designer a tatuador não foi difícil, porque ele sempre achou mais fácil trabalhar com a tatuagem. “Eu sempre achei mais fácil vender um desenho meu para tatuagem do que vender para uma campanha de qualquer coisa”, comenta Griza.

Tendo como primeira referência o tatuador Gregório Marangoni, Griza desenvolveu um estilo próprio de blackwork (trabalho marcado com preto), que depois se juntou a outras referências. “Tu absorve muito, suga referências de todo mundo e vai mudando o teu trabalho”, ressalta Griza, que hoje tem os amigos como principais inspirações.