Em “Campos Neutrais”, Vitor Ramil encontra sua linguagem

Prestes a lançar seu novo disco, “Campos Neutrais”, o cantor, compositor e escritor Vitor Ramil, vive a sua melhor fase. Com 15 de 50 faixas selecionadas, o disco contará com músicas autorais, parcerias com outros artistas, como Chico César, Zeca Baleiro, Angélica Freitas e Joãozinho Gomes, além de músicas que foram versionadas por ele. Tendo começado a sua carreira ainda adolescente, Ramil lançou seu primeiro disco, Estrela Estrela, aos 18 anos. Inúmeros discos vieram posteriormente, assim como a escrita (de novela a livros). Mas, depois de todos esses anos, Ramil acredita que com “Campos Neutrais” é que definiu claramente a sua linguagem.

“São tempos de solidões, assim mesmo, no plural”. A frase é do texto que acompanha a campanha do “Campos Neutrais” e, além de ser o nome do disco, diz muito sobre a sociedade atual, sobre as relações humanas a partir do surgimento da Internet e sobre a confusão que há entre o real e o virtual.

Voltando o olhar para o passado, desde o início de sua carreira, Vitor sempre fugiu daquilo que remete ao comum. Com os irmãos também músicos, o cantor sempre esteve em contato com o meio e foi apresentado aos caminhos que poderia seguir. Ele relata que sempre “se sentiu artista”, no sentido de que tudo que fez sempre foi natural e espontâneo. Ramil segue suas necessidades expressivas e não produz pela lógica do mercado: vender. E ressalta que atualmente as dificuldades da profissão são as mesmas de que qualquer outra. Ainda diz que o mundo está muito aberto para aqueles que de fato, são artistas e fala sobre o que ele acredita que é ser um.