“Mídia Ninja é um estado de espírito”

Por Gabriela Nardi e Monalise Canalle

Esta foi a frase dita pelo visionário, hippie e desbocado Claudio Prado, ao definir o grupo onde atualmente é colunista, o Grupo Mídia Ninja. Prado, nos anos 70, compunha a comissão de frente da contracultura, produzia shows e lançou diversas bandas brasileiras que mais tarde tornaram-se grandes nomes, como Novos Baianos e Mutantes. Também organizou diversos festivais como o de Glastonbury, no Reino Unido, e o de Águas Claras, mais conhecido por “woodstock brasileiro”.

Prado, atualmente é Coordenador Executivo da ONG Laboratório Brasileiro de Cultura Digital e já foi Coordenador de Políticas digitais no Ministério da Cultura, quando Gilberto Gil era Ministro. Durante este período, Gil lançou Pontos de Cultura, Prado, é claro, não perdeu tempo e aproveitou a oportunidade para ensinar o que estouraria no mundo, a tecnologia de mídias digitais. O visionário disponibilizou, então, kits multimídias e oficinas de alfabetização digital.

O ativista fala a seguir sobre alguns assuntos importantes e relevantes em sua vida, como a influência de mídias digitais, política e um pouco sobre seu ensino (que aconteceu em diversos países).

Formado em pedagogia pela Universidade de Genebra, na Suíça, e em sociologia, na Universidade de Surrey, na Inglaterra, Prado, um homem (nunca o chame de senhor) que prefere falar sem rodeios, conta um pouco de sua trajetória nos diversos países que já conheceu, morou e estudou:

O Grupo Mídia Ninja bate bastante na tecla POLÍTICA, sobre direita, sobre esquerda, e, muitas vezes é mal interpretado gerando debates polêmicos, Claudio rebate dizendo que o volume da crítica só acontece quando algo faz sucesso. Porém, o produtor cultural deixa clara sua opinião sobre o assunto política.

Claudio sempre foi uma pessoa com pensamento positivo e acha que certas coisas no mundo têm solução, “estamos vivendo em um momento em que estamos tendo a possibilidade de chegar a ser um mundo civilizado, onde existe uma direita civilizada, uma esquerda civilizada e discussões muito mais interessantes entre uma coisa e outra, do que estas que estão acontecendo agora, que são terríveis por sinal”.