A vida extra-ordinária de Tarso de Castro

Pra quem não sabe, muito do jornalismo que temos hoje no Brasil não seria o mesmo sem o passo-fundense Tarso de Castro. Desde a pré-adolescência ele se embrenhava nas dependências do O Nacional, empresa jornalísticas de seu pai Múcio de Castro, crescendo junto ao seu ofício e, nele, conduziu sua vida. No dia 21/05, foi possível conhecer mais deste jornalista no documentário roteirizado e dirigido por Léo Costa e Zeca Brito – A vida extra-ordinária de Tarso de Castro.  O filme foi montado com entrevistas, diálogos e telefonemas, o que rendeu mais de 80 horas de material e mais imagens de arquivo – filmes da época, fotografias, jornais, programas de televisão, além da condução ficar a cargo das histórias contadas pelos depoimentos de amigos, familiares e colegas. Uma das falas mais emocionantes é o da mãe de Tarso, Dona Ada Tasca  (já falecida),  “(…) Viveu intensamente e morreu cedo, isso eu sinto. Mas ele disse pra mim – “…mãe eu sempre vivi ouro, se é pra viver prata, eu quero morrer”. Ele me disse quando eu estava no hospital com ele. Viveu e morreu como ele queria”. Também participam do documentário muitos amigos, como Caetano Veloso, Eric Nepomuceno, Paulo César Peréio, Jaguar e a mãe de seu único filho, João Vicente Castro, Gilda Midani, entre muitos outros, que em rodas de conversa, restaurantes, na praia, ao telefone, contam as histórias e vivências ao lado de Tarso.

O Nexjor esteve presente na pré-estreia e entrevistou o diretor, Léo Costa, e a produtora, Mariana Müller.

Diretor fala sobre a condução do documentário ser a cara de Tarso de Castro.

Costa fala sobre fazer um filme/documentário no Brasil e dá dicas.

E finaliza refletindo como seria o jornalismo hoje, com a presença de Tarso de Castro.

Mariana Müller fala das características na produção de um documentário.

O documentário não está no circuíto comercial. A exibição em Passo Fundo foi aberta e acompanhada pela família, amigos, jornalistas e público em geral.