Claquete

No final do ano de 2000 um grupo de alunos dos cursos de comunicação, junto com o ex-professor da disciplina de cinema e vídeo da FAC – Faculdade de Artes e Comunicação da UPF, Eduardo Wannmacher, mergulharam intensamente na produção de um programa num estilo inovador para a época. Na virada do século o interesse destes alunos era o mesmo: fazer cinema. O conteúdo do programa era voltado para as produções cinematográficas e audiovisuais do Rio Grande do Sul, onde cada um tinha de 10 à 15 minutos de duração. Conheça um pouco mais sobre esta experiência que aconteceu dentro da FAC resultando em 12 programas com o depoimento do professor, do técnico responsável pelo laboratório e dos alunos realizadores do projeto. Em seguida assista ao primeiro programa!

EDUARDO Wannmacher

“O Claquete era um programa muito divertido de produzir, porque era justamente sobre conteúdos de cinema e vídeo. O mais interessante era a liberdade e estética que fomos descobrindo. Era um programa curto e dinâmico. E poder conversar com pessoas envolvidas em produção audiovisual era, na minha opinião, o mais relevante no conteúdo do programa e no aprendizado da própria equipe, assim como o público que acompanhava pela TV. Não tínhamos a tecnologia presente na pós-produção atual, mas nos desdobrávamos para fechar cada programa! E as coisas, no fim das contas, não mudaram tanto assim. Continuo trabalhando e realizando conteúdos com alunos, algo que sempre me traz satisfação”.

CALIANDRA Iaione

“O mais bacana de fazer faculdade é que você pode experimentar. Não existe melhor hora, nem melhor local. Ali, dentro da universidade, é permitido quase tudo. Por isso, sem vergonha, sem jeito, sem experiência nenhuma e com alguns “quilinhos” a mais do que me encontro hoje, é que participei do programa Claquete. Claro, para chegar ao resultado final do que você assiste foi necessário paciência da equipe comigo, afinal, eu estava me experimentando. O Dudu teve que dirigir com o maior cuidado sua maior 7/1. O Tatá, o Deigui e o Arnaldo, com sua paciência de Jó, ficavam esperando para ver qual seria meu próximo palavrão nos erros e o Dani, sempre muito parceiro. Bom, essa foi umas das boas experiências que tive e se ajudar… EXPERIMENTEM-SE, na frente da câmera, atrás, na edição, enfim…APROVEITEM.”

DANIEL Bittencourt

“O programa Claquete surgiu da vontade de um grupo de colegas em fazer algo dentro da faculdade de comunicação que fosse além das aulas. A ideia toda era fazer um programa de tevê, cujo foco principal era a produção cinematográfica que estava acontecendo no Estado. Então nos tocamos algumas vezes para a capital em busca de entrevistas com produtores, diretores, atores, publicitários e todo um pessoal que trabalhava com cinema, seja qual fosse a plataforma. Todos nós tínhamos a noção teórica do que era fazer televisão, mas com aquele projeto (que foi o primeiro programa a ser produzido pelos alunos da FAC) de apenas 15 minutos de duração, vimos como era difícil e complicado fazer tevê. Só que, ao mesmo tempo, dava um retorno pessoal enorme, pois estávamos construindo algo literalmente do zero, sem vícios de linguagem e estética. Trabalhávamos em horários totalmente fora do normal e produzíamos tudo por contra própria, dentro do Laboratório de Tevê e Vídeo da Faculdade de Artes e Comunicação, o que deixou o Claquete com uma cara bem diferente naqueles anos embrionários da UPF TV.  Fico feliz que o pessoal da FAC esteja recuperando este material. E quero agradecer ao professor Eduardo Wannmacher, idealizador do projeto, ao Tatá e ao Deigmar pela experiência”.

 

LUIS Ricardo Fagundas (Tatá)

O Programa Claquete foi um importante momento, pois mostrava o professor Eduardo Wannmacher e acadêmicos em torno de um objetivo comum – o cinema; o conhecer cinema, o fazer cinema. O Laboratório de TV e Vídeo, comestrutura de tecnologia digital, proporcionou a produção de inúmeros “Claquetes” com a qualidade que um grande programa merece. Caliandra, Aline, Arnaldo, Fabiana, Daniel, Sara, um bando de loucos ou como diria Dudu Wannmacher “ uns Pinotes”. Foi gratificante vivenciar esses momentos, participando da vida acadêmica desses “Cinéfilos”nas criações, produções, gravações, edições e suas buscas de conhecimentos para aprender e viver a sétima arte.

ARNALDO Ferreira

A produção do Claquete era demais. Eu atuava na gravação dos programas, edição de imagens e finalização. O bom de fazer tudo isso é que eu tinha o domínio da linguagem audiovisual em minhas mãos, desde a linguagem de câmera até o ritmo na edição frenética das imagens. Isso tudo só foi viável graças à sinergia da nossa equipe que pensava e articulava juntos as diversas possibilidades de criação e produção de conteúdo para os amantes da sétima arte.

 

Todas as quintas-feiras, aqui no Portal Nexjor, será postado um a um os programas produzidos.

Assista ao primeiro programa!