Para a realização de trabalhos de cunho social também é necessário a profissionalização

ONG é a abreviação do termo Organização não Governamental, que na maioria dos casos tem como objetivo ajudar alguma causa de cunho social sem contar com nenhuma ajuda do estado e se mantendo apenas com doações e a ajuda de pessoas que voluntariamente se disponibilizam por determinada causa. Esse tipo de instituição não busca nenhum fim lucrativo para si mesma ou para seus dirigentes, e tudo o que é arrecadado é voltado para as despesas e melhorias da organização.

Já as entidades filantrópicas, além de disponibilizarem serviços à pessoas que não tem condições de recebe-los de forma particular, e de ajudar aos necessitados em determinadas áreas assim como as ONG’s, possuem um cláusula que lhes obriga comprovar que está há mais de três anos trabalhando em prol de sua causa sem que nenhum centavo do seu capital seja voltado aos seus dirigentes, e apresentar os atestados de Declaração de Utilidade Pública (federal, estadual ou municipal) e o de Entidade Beneficente de Assistência Social, adquirido no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

♦ Equipe da Apae de Soledade

A Escola de Educação Especial Luz e Liberdade mantida pela APAE de Soledade, é um entidade filantrópica, que hoje conta com cerca de 30 funcionários, sendo que 20 deles são contratados pela própria instituição, e o restante é cedido pelo Poder Público, tanto municipal quanto estadual. Além destes funcionários, a instituição também conta com um grupo de mulheres denominado “Amigas da APAE”, que realizam trabalho voluntário na realização de campanhas em prol da entidade, como por exemplo o Café Colonial da APAE, que só se concretizou em todas as suas edições pelo trabalho das organizadoras.

A diretora da Escola Especial Luz e Liberdade Camila Brum de Azambuja Dambros, fala um pouco das formas como a APAE paga seus funcionários e como os mesmos levantam fundos para a sua formação profissional.

Nicolli Loss, é estudante de Pedagogia na Universidade de Passo Fundo Campus de Soledade, e trabalha como professora da APAE de Soledade há alguns anos e fala um pouco do seu trabalho na instituição.

A ACAPA, Associação Carazinhense dos Protetores dos Animais, foi fundada em 30 de maio do ano 2000, que veio através de uma Lei Municipal, e foi reconhecida como uma entidade de utilidade pública, porém também classificada como Organização não Governamental. Seu principal objetivo é acolher e cuidar dos animais abandonados de acordo com os recursos que são arrecadados pelos mesmos, seja pela ajuda governamental ou pelas doações dos apoiadores dessa causa.

♦ Aline Ferron, responsável pela ACAPA, fala sobre seu trabalho e o momento da instituição

De acordo a responsável pela ACAPA, Aline Ferron, a organização hoje só funciona com o apoio de voluntários e apenas um auxiliar de serviços gerais que recebe um salário fixo para trabalhar na ONG. Os voluntários que colaboram com a ONG desempenham suas profissões no dia a dia e durante seu tempo livre atendem as necessidades da entidade.

Apesar de esta ONG ser voltada ao cuidado com animais, os voluntários que tem formação voltada à esta área no momento só estão visitando a ONG esporadicamente, por isso a profissionalização nesta instituição no cenário atual não está sendo o foco principal, e sim manter as altas despesas pela grande demanda de animais que são atendidos no local, de acordo com Aline, a situação da ACAPA não é das melhores. “A situação atual da ONG é péssima. Esse ano ainda não recebemos repasse da prefeitura, em virtude da necessidade de adequação das ONG’s a uma nova lei federal. Desta forma, ainda estamos enfrentando algumas burocracias para conseguir recebermos a verba anual. Então, a situação está muito, mais muito difícil mesmo. Nas últimas semanas temos pedido diariamente a doação de ração para os cachorros, porque não temos para dar.” Assim que a situação se normalizar e a ONG tiver condições de investir em profissionalização, melhorias nesse setor serão feitas.

Por: Amelia Joana Freitas e Luiza Knopff