Brasil tem maior taxa de transtorno de ansiedade do planeta diz Organização Mundial da Saúde (OMS)

O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade no mundo. Segundo estimativas da OMS divulgadas em fevereiro de 2017, 9,3% da população brasileira tem algum transtorno de ansiedade. Os especialistas afirmam que fatores como socioeconômicos, como pobreza e desemprego, e ambientais, como o estilo de vida em grandes cidades.

Os dados da OMS demonstram que o problema é global. São aproximadamente 322 milhões de pessoas com depressão, doença relacionada a ansiedade, no planeta e isso representa 18% a mais do que a dez anos atrás. De acordo com a entidade eram 11,5 milhões em 2015 e agora são 18,6 milhões com transtorno de ansiedade. A entidade indica que 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade o que representa 3,6%, esse número indica uma alta de 15% em relação ao ano de 2005.

O transtorno de ansiedade é um problema de saúde pública e dentre as síndromes modernas ganha destaque pelo sofrimento que causa às pessoas interferindo diretamente na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional.

A ansiedade é uma reação normal das pessoas frente à situações desconhecidas que pode gerar medo, dúvida ou expectativa. Quando essa expectativa é exagerada, fora de controle e persistente, a ponto de paralisar o indivíduo ou prejudicar suas atividades cotidianas, tem-se aquilo que o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) chama de Transtorno de Ansiedade Generalizada, a TAG.

Segundo o DSM-IV, os principais sintomas da doença são a presença quase permanente de preocupação ou tensão mesmo quando há pouco ou nenhum motivo para isso e essa preocupação parece passar de um problema para o outro. Esses são os sintomas clássicos da doença. Outros sintomas podem ser a dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade, dificuldade para dormir ou permanecer dormindo e inquietação.

O transtorno de ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis que os homens. A doença afeta o dobro de mulheres com relação ao número de homens. As pesquisas não apontam de forma definitiva o porquê, a causa provável pode estar associada a questões hormonais e maior exposição ao estresse.

Psicóloga Maria Goreti Betencourt

De acordo com a Psicóloga Maria Goreti Betencourt, “as preocupações geradas pelo transtorno de ansiedade não desaparecem por conta própria, é um erro achar que o problema vai se resolver sozinho e a tendência é do problema se agravar podendo evoluir para doenças mais graves como depressão e insônia.

Segundo ela, “o problema pode ser gerado ou acentuado pelo consumo de drogas ou álcool. A cafeína e a nicotina presente principalmente no cigarro pode ser um fator agravante.”

Segundo ela, “psicólogo ou o psiquiatra podem diagnosticar a doença e sugerir o tratamento que pode ir da psicoterapia a algum medicamento ansiolítico combinado com psicoterapia”.

A OMS estima que as perdas em razão de afastamento do trabalho por transtornos mentais como ansiedade e depressão geram uma perda econômica de US$ 1 trilhão no mundo todo.

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