Em um bom churrasco com os amigos, feita na panela de ferro e daquele jeitinho que só a vovó sabe fazer, ou naquele aperitivo do barzinho, depois do expediente. Quando o assunto é o consumo de carne, São inúmeras formas de preparos. Mas qual é a melhor receita para consumirmos, e acima de tudo, de forma saudável?

Para a nutricionista Camila Rodigheri, a melhor receita ainda é o equilíbrio. Ela explica que não existe uma porção exata que seja indicada para o consumo diário de carne. E sim, uma porção de proteínas que é recomendado diariamente, E isso varia de acordo com organismo e as necessidades de cada pessoa. Ela ressalta que o consumo da carne pode ser benéfico à nossa saúde. Pois é fonte de Ferro e Vitamina B12, que auxiliam no desenvolvimento do sistema nervoso central e é uma grande fonte de proteína, indispensável para o nosso organismo, pois é ela quem mantém os nossos músculos, órgãos e alguns de nossos hormônios.

Nutricionista explica que a proteína da carne é importante para o organismo. Porém, pode ser substituída por outros alimentos que também contenham a proteína.

Quando o assunto é alimentação, A carne é um elemento muito discutido. De um lado, há quem não consiga imaginar-se, por exemplo, sem consumir um bom churrasco. De outro, há aqueles que preferem evitar o consumo e até condenem sua forma de produção.

Para Kétlen Rozin, acadêmica de Design gráfico de 21 anos. A escolha pelo vegetarianismo surgiu aos 14 anos. Anos. E a decisão de interromper o consumo de carne passou por uma reflexão e crítica à forma de abate de animais nos frigoríficos. Após assistir um documentário sobre o tema, ela explica que começou a mudar sua mentalidade sobre o consumo de carne e o abate de animais. “Depois que eu vi aquilo, eu fiquei chorando por alguns dias e nunca mais consegui comer carne novamente”, explica ela.

Kétlen decidiu ser vegetariana aos 14 anos. Ela diz não sentir falta do alimento em sua vida

Kétlen faz parte dos 14% de brasileiros que são vegetarianos. O número foi apresentado em abril deste ano pelo IBOPE. O que equivale a cerca de 29,2 milhões de vegetarianos no país. Desde a sua escolha de não consumir carne, Kétlen mudou sua rotina de alimentação. E hoje, dá preferência para alimentos produzidos de forma consciente, além de frutas, verduras e sempre que possível, alimentos que possam substituir a vitamina B12, presente na carne.

Para ela, a mudança na sua alimentação refletiu não somente na saúde. Mas em sua forma de ser e pensar. “ Eu comecei a pensar mais na questão da alimentação. Trouxe-me muito mais consciência. ” Finaliza ela.

Em contraponto, Lacir Nervo, um tradicionalista acostumado a frequentar eventos gaúchos onde o churrasco é uma das atrações. Explica que não conseguiria ficar sem consumir carne. Para ele, a carne é mais que um alimento. É um símbolo de hospitalidade. E seu preparo, principalmente do churrasco, traduz a hospitalidade e o cultivo das tradições. “Para mim, o ato de estar junto aos amigos e família, também é algo que agrega valor ao prato e ao seu sabor. E todo bom gaúcho preza por este ritual. Confesso que, às vezes, consumo em excesso, pois é algo que faz parte da cultura e do dia a dia dos gaúchos. ” Finaliza ele.

Para Lacir, a carne é mais que um alimento. Seu consumo é um ritual de cultivo às tradições.

 

Algumas dicas:

Prefira carnes saudáveis

Carne bovina: Prefira carnes magras como alcatra, filet mignon, coxão mole, coxão duro e patinho e evite cortes como bisteca, costela, picanha e miúdos como coração e fígado.

Carne suína: Melhor indicação é o lombo. Evite bacon, paio e toucinho, que são ricos em gordura saturada, e também os embutidos como salame e linguiça, e frios, como presunto e mortadela.

Carne de frango: Consuma sem a pele. O melhor corte é o peito, que contém quantidades de gordura saturada e colesterol menores em relação à coxa e sobrecoxa.

Carne de peixe: Uma excelente opção. Possui baixo teor de gordura, com predominância da poli-insaturada e do ômega 3 (em espécies como sardinha, atum, arenque e salmão não de cativeiro), que auxilia na redução do risco de doenças cardiovasculares, na diminuição dos triglicerídeos e colesterol e até mesmo no controle da obesidade.

Não consumir carne? Consumir em excesso? E agora?

Camila explica que para quem, assim como Kétlen, decide não consumir carne.  A orientação é ficar atento a possíveis alterações no sistema corporal e realizar exames periódicos para acompanhar a absorção do Ferro e da Vitamina B12 no organismo. Segundo ela, a ausência da carne na alimentação pode ser suprida, sem prejuízos, desde que tenha um acompanhamento de um profissional de nutrição. Já para aqueles que pensam como Lacir, e não abrem mão da carne em suas refeições, a nutricionista adverte que todo excesso é prejudicial à saúde. Para a carne não é diferente. O excesso pode trazer complicações ao organismo.