Excited young business people against white background

A Reforma da Previdência é o grande assunto do ano. A proposta que começou a ser discutida em 2018, ganha ainda mais destaque em 2019. A discussão começou devido ao déficit da previdência, um rombo de bilhões de reais. O motivo é simples: o brasileiro está vivendo mais, e com isso são mais pessoas aposentadas recebendo dinheiro do governo.

A proposta encaminhada pelo atual presidente Jair Bolsonaro prevê mudanças no tempo de contribuição para os que ainda não se aposentaram, e regras de transição para os que estão quase colocando as mãos em sua desejada aposentadoria.

É o caso de Valdecir Rudimar, de 56 anos. Valdecir já contribui há 32 anos e está a apenas 3 de se aposentar, mas pretende usar o quartel para encurtar a espera em um ano. Com a nova regra, quem estiver a dois anos de se aposentar terá que pagar um “pedágio”, uma espécie de carência, onde o cidadão terá que trabalhar metade do tempo que falta para  conseguir o benefício. Desta forma, quem estiver a dois anos da aposentadoria terá que trabalhar os anos que faltam, mais um ano do pedágio. Essa regra somente é válida para quem está a dois anos de se aposentar.

O que não vai acontecer com Argel Thiago, de 18 anos. Argel trabalha com montagem de móveis e contribui a apenas um ano. Para se aposentar pelas regras atuais, Argel teria que trabalhar mais 34 anos. Com a nova regra, todos terão que contribuir por no mínimo 20 anos, e quem quiser receber 100% da aposentadoria terá que contribuir por 40 anos.

Isso sem contar o fator previdenciário, que baseia em sua sobrevida. Quanto mais novo você se aposentar, menor será sua aposentadoria.

Mas ainda existem pessoas como Salete Anzolin, que já é aposentada. A senhora de 68 anos recebe pensão do filho que faleceu há 11 anos, e do ex-companheiro que morreu há 5 anos.

Quem já se aposentou ou recebe alguma pensão não será atingido pela reforma da previdência, por já possuir o direito adquirido. O mesmo vale para os que já estão aptos à se aposentar, mas optaram por continuar trabalhando, estes ainda podem escolher se aposentar pela regra atual.

Jordana Wustro e Gabriele Costa

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