As tecnologias precisam ser usadas na medida certa – Foto: divulgação

É evidente que a tecnologia está cada vez mais em ascensão. Diante disso, qual é o papel dos professores na educação de seus alunos diante do uso cada vez mais presente das redes sociais, dos aparelhos celulares e dos computadores? Será que é possível unificar esses produtos tecnológicos ao ensino para que se possa obter uma educação de qualidade?

Nara Cavalcanti, coordenadora pedagógica na Escola Estadual de Educação Básica Nicolau de Araújo Vergueiro (EENAV), trabalha com o ensino fundamental 1, do primeiro ao quinto ano, diz que o uso das tecnologias por parte dos alunos e, principalmente o uso de celulares é proibido nesse contexto pedagógico, ou seja, não é permitido que os alunos utilizem seus aparelhos em sala de aula, o que pode funcionar de forma diferente para os alunos do 6º ao 9 ano que, mediante a orientação do professor, podem até utilizar seus aparelhos em sala de aula para eventuais pesquisas ou consultas de temas referentes a aula. Ao fundamental 1 é restrito esse uso, pois em caso de precisão, os professores levam os alunos para a sala de informática onde podem fazer trabalhos de pesquisa, interagir com jogos recreativos que também ensinam sobre literatura, matemática, ciências e que são pré-selecionados pelos professores, além de responder a outras possíveis demandas de aula.

Nara conta que esse tema é abordado em reunião pedagógica entre pais, alunos e professores no início de cada ano letivo, dentro da temática de normas de convivência. Nessa reunião deixa-se claro que os alunos podem utilizar seus aparelhos apenas para comunicação, se for preciso que eles falem com seus pais ou responsáveis, mas essa é a única exceção. Em demais casos, os alunos devem utilizar a sala de informática acompanhados por um professor.

Ao entender leitura como algo muito mais amplo que a leitura do código escrito, a palavra, a escola sente que é importante inserir as novas tecnologias ao contexto da educação, mas aos poucos, pois, “não estamos preparados ainda, a gente tem que buscar muito esse conhecimento porque ele é importante. As tecnologias estão aí”, comenta Nara. As crianças e os jovens gostam de usar as redes sociais, gostam de jogos e isso é essencial para que eles compreendam o mundo ao seu redor e o interpretem. Contudo os alunos precisam de certo limite em relação a forma de usar as tecnologias de forma produtiva, mas para que eles aprendam isso, a escola deve estar antes preparada.

É preciso colocar limites enquanto a escola se prepara para entrar mais a fundo nas tecnologias. E enquanto isso, enquanto a escola busca uma melhor preparação, ela debruça-se no contexto que sempre existiu e no modelo que sempre deu certo. E, como comenta a coordenadora pedagógica da EENAV, de 6º ao 9º ano, Cristina Weber Spenthof “nada substitui a leitura de um bom livro. Fazer os temas. Interpretar um bom texto”.

A importância de um livro no desenvolvimento da criança
A leitura é estruturante para a criança. Ela tem papel fundamental no desenvolvimento de todo indivíduo, pessoal, intelectual e até profissional. Melhora as habilidades de comunicação, o que será válido durante o crescimento dos pequenos. Por isso reservar um tempo durante o dia, ou a noite, para ler com seu filho é de extrema importância, e ainda contribui para que ele crie o hábito da leitura. Quem tem o hábito em ler desenvolve um maior senso crítico, o que será extremamente importante para o progresso intelectual desse indivíduo. Afinal de contas, assim a criança conseguirá desenvolver melhor suas ideias, suas opiniões e sua maneira de pensar e agir.

É fato que estamos cada vez mais acostumados a ver crianças, em seus momentos de lazer, brincarem com videogames, computadores entre outras tecnologias, mas isso muitas vezes faz parte de um processo de construção da família. Segundo Cristina, “as crianças chegam na escola e relatam que se sentem sozinhas em casa. Cada familiar, mãe, pai, irmão, estão em um cômodo da casa grudados nos seus celulares e esquecem de interagir com a própria família”. O papel do livro acaba sendo esquecido. A leitura, entre muitas famílias não é estimulada, pois quando a criança se acostuma com a leitura, ela sente prazer em conhecer novas histórias, de forma que esse hábito se torna até mesmo uma forma de entretenimento e lazer.

Ler também traz novos conhecimentos acerca do mundo, das pessoas e até de nós mesmos. É uma ótima maneira de descobrir novas palavras e aumentar cada vez mais o vocabulário, além de melhorar a gramática, ajudando a construir uma linha lógica de pensamento por isso a leitura irá colaborar com a criança durante a sua vida escolar.

Nunca é cedo demais para incentivar a imaginação das crianças. Os pais podem contar histórias para seus filhos ainda bebês. Se eles estiverem dando seus primeiros sinais de comunicação, que seja apenas balbuciando, já é possível começar a contar as histórias, no entanto nessa fase, as histórias devem ser mais curtas e leves. Por isso a tecnologia jamais deve substituir o contato da criança com os livros.

Veja algumas dicas para estimular a leitura da criançada:
– Escolher um assunto que seja adequado para a idade.

– Optar por histórias que aguçarão a curiosidade da criança, buscando temas de seu interesse e compatíveis à sua realidade.

– Levar seu filho a uma livraria para que ele possa escolher os livros que considerar mais estimulantes e atraentes.

– Estar presente no momento da leitura, pois essa interação será preenchida por maior atenção, carinho e melhores lembranças. Além disso, você pode ajudar o pequeno a desenvolver uma entonação mais adequada, contribuindo ainda mais para seu desenvolvimento linguístico.

Por:
Andréia de Lima e Emanuel Vieira

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