Foto: Internet.

Ubiquidade é um fenômeno que significa, basicamente, “estar em todos os lugares ao mesmo tempo”. Esse fenômeno sempre se fez muito presente dentro do jornalismo, um programa de rádio, por exemplo, através de frequências de onda sonora sempre tiveram grande alcance. O jornalismo sempre pode se utilizar da interação com o público e, com alguns recursos como determinados valores-noticia para atrair mais público, aumentando assim a possibilidade de estar presentes em um número maior de espaços.

Com a internet, esse fenômeno cresceu. A interação é um recurso que atrai diferentes públicos. Em um telejornal, por exemplo – muito se percebe isso em telejornais locais – a ubiquidade pode ser percebida desde antes da exibição do tele, por exemplo, antes de começar um programa, o jornalista/ repórter pode iniciar uma enquete no twitter, ao mesmo tempo que no Instagram, no Facebook. Neste sentido a interação entre produto e consumidor pode ser muito maior, consequentemente, a ubiquidade também.

A lei de Moore e a lei de Metcalfe são dois princípios que tratam do funcionamento da mídia nesta era que estamos inseridos, a era digital. Elas abordam o fato de que os dispositivos moveis estão cada vez mais “poderosos, pequenos e baratos”. Este contexto faz com que o mundo digital se torne ubíquo e com que o número de acessos à internet cresça consideravelmente ano após ano. Os dispositivos moveis e a facilidade de conexão são de valor imensurável para a mídia e para o jornalismo, modificando a forma de fazer comunicação e trazendo uma adaptação da tradicional indústria jornalística para a era global, móvel e conectada.

Com o crescimento da internet e principalmente das redes sociais, muitas pessoas tem a oportunidade de ter voz. Nas suas redes discorrem grandes textos de opinião sobre algum fato. Com o próprio celular, registram acidentes, por exemplo, e dentro de minutos estão postando em seus micros blogs pessoais, ou muitas vezes encaminham o registro para jornais locais. Por isso, a forma com que os consumidores recebem a informação vem sendo transformada. As formas de escolha para acessar diferentes tipos de notícias estão cada vez maiores, desde acontecimentos recentes a fofocas. A mídia tradicional está tendo trabalho para se adaptar à era digital.

As mídias sociais podem ser mais rápidas que o jornalismo ao relatarem notícias de última hora, mas nunca vão substituir o jornalismo. No entanto, está claro que os meios tradicionais nunca mais terão o monopólio dos fluxos de informação. Qualquer pessoa pode publicar online sobre qualquer evento. Mas isso não é jornalismo, que é essencial para as democracias.

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Andréia de Lima e Emanuel Ludwig

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