Além das roupas elegantes e mais quentes, o inverno traz dias mais curtos e noites mais longas. Falamos com especialistas e eles responderam dúvidas recorrentes da população

 

O Rio Grande do Sul é conhecido no Brasil inteiro por conta de suas baixas temperaturas na maior parte do ano, e apesar de ser uma população acostumada com o frio, as dúvidas sobre maneiras de se proteger sempre passam pela cabeça de todos.

O médico clínico geral Marcelo Dallagnol enfatizou uma das coisas mais esquecidas no inverno: o uso do protetor solar. Ele explicou que no verão, por causa do eixo da terra, o sol fica mais próximo do nosso planeta, ou seja, os raios ultravioletas, tanto o UVA quanto o UVB, são mais fortes, principalmente nas áreas que tem buracos na camada de ozônio, como é o caso de alguns locais aqui no Rio Grande do Sul. “No inverno fica um pouco mais longe, mas os raios continuam passando pela camada de oxônio pois o buraco continua existindo, por isso mesmo com o tempo nublado, o protetor solar sempre deve estar presente.”

Uma das questões mais apontadas pelas pessoas com a chegada do frio é se elas ficam mais deprimidas no inverno. A psicóloga Gabriela Binder explica que é comprovado que as pessoas ficam mais tristes no inverno por conta do frio e da solidão. “A tristeza é um sentimento momentâneo, todos nós temos. O tempo, sendo frio ou quente, não interfere diretamente na parte psicológica, mas as pessoas tendem a ficar mais tristes e solitárias no inverno.” Ela enfatiza também que isso não é uma exclusividade do inverno. Em qualquer estação podem haver dias nublados e cinzas que acabam entristecendo as pessoas.

A pedagoga Emanuela Schmidt Alves falou sobre a questão das crianças ficarem ou não mais agitadas no inverno. “Ficar dentro de casa, ou até mesmo na sala de aula, no inverno, faz com que toda a energia que a criança tem para correr, pular, fazer todas as outras atividades que ela conseguia fazer ao ar livre, ela não consiga fazer, então ela fica mais agitada por essa falta de possibilidade de gasto de energia”.  

Uma das maiores questões levantadas pela população é se o inverno realmente aumenta o apetite de todos. A nutricionista Tanise Pandolfi respondeu essa questão. No geral, como as temperaturas são muito mais baixas, o corpo, para conseguir manter a temperatura adequada, precisa de um estoque maior de energia. “Normalmente isto faz com que ou a gente coma mais, ou a gente coma alimentos mais gordurosos e pesados, mais calóricos.” Ela explica que esses alimentos transmitem a energia de maneira mais rápida e mais fácil. “É muito mais difícil você comer uma salada verde do que você comer uma sopa. Exatamente para manter esta temperatura corporal que o corpo procura”, finaliza ela.

Amanda Nascimento e Mariana Baciquetto

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