Foto: Emerson Carniel

A história do futebol feminino no Brasil inicia no século XX, as primeiras partidas são datadas dos anos 20. A prática foi registrada no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte. Embora o Brasil seja reconhecido como o país do futebol, para as mulheres, a atividade foi proibida por cerca de quatro décadas. Em 1941, o Conselho Nacional de Desportos (CND), foi criado e através de um processo de regulamentação do esporte no Brasil, ocorreu à proibição por meio do Decreto-lei nº 3.199, art. 54 de 14 de abril de 1941 que relatava que a prática de esportes pelas mulheres deveria ser adequada a sua natureza. A revogação da lei foi feita apenas no final da década de 70.

As desigualdades vem de longa data, para a Professora de Filosofia da Universidade de Passo Fundo, Patricia Ketzer, “na sociedade ocidental, a mulher está marcada como um objeto, propriedade do homem, onde a partir do casamento ela passaria da posse do pai para a do marido. Enquanto os homens estiveram sempre ligados à vida pública, a mulher era uma figura do lar”. Na Grécia Antiga, “as mulheres estavam no mesmo patamar dos escravos, não podiam participar da política, não eram consideradas cidadãs, não podiam participar das academias, ainda que algumas tenham consigo fazer isso. Ao longo da história sempre houve resistência por parte das mulheres a essa dominação, mas essa dominação se fez presente”, relata.

Em Passo Fundo, visando à inclusão das mulheres no futebol, o Esporte Clube Vila Nova, têm dado oportunidades as meninas promovendo a abertura de equipes de competições. Fundado em 1975, o Vila Nova tem como marca o trabalho de inclusão social e formação de atletas. Para o Coordenador Técnico do clube, Carlos Alberto de Oliveira, faltam competições que fomentem a entrada das mulheres no futebol. Acompanhe mais detalhes na reportagem:

Emerson Carniel e Scheila Zang

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