Pensando em uma maneira para melhorar o custo-benefício no que diz respeito à coleta de lixo, a Prefeitura Municipal de Tapejara  está colocando em prática uma ação que pretende mudar as lixeiras estilo container para as lixeiras individuais.

As mudanças começaram em alguns bairros da cidade, como um projeto piloto, mas logo estarão em toda a cidade. Com as lixeiras estilo container, as pessoas não respeitam a separação de lixo seco e orgânico , fazendo com que muito lixo não possa ser reaproveitado.

A engenheira ambiental, Karen Letícia Kaeffer, conta um pouco mais sobre o processo de troca dessas lixeiras e quais os impactos que vai causar em toda a cidade.

O que levou a prefeitura a trocar as lixeiras em alguns bairros da cidade?

O principal motivo já era porque não havia separação correta dos resíduos e também pois gerava entulhos nos pontos de coleta e esses entulhos, quando chovia, ficavam no chão e entupiam bueiros causando alagamentos. Então isso causava um problema pra cidade. Outro motivo era pra que se separasse, para que o município tivesse um valor menor para gastar com o lixo. Por exemplo, pra destinar o lixo no aterro, tem que pagar. Para ter um valor menor, eles optaram por esse tipo de recolhimento individual, que separando vão aproveitar mais coisas do que largando tudo em um único ponto.

 

Como funciona a coleta nessa nova modalidade?

R: Cada casa vai ter sua lixeira e os dias de recolhimento são: Segunda, quarta, sexta e sábado, lixo orgânico e terça e quinta lixo seco. Cada um pode fazer o seu tipo de lixeira, não tem um padrão, apenas recomendado que fosse colocado na divisa do terreno com o passeio pra não atrapalhar os outros ornamentos.

 

As novas lixeiras já foram colocadas em toda a cidade?

R: Elas começaram nos bairros Tape, Araucária e Nazaré como um projeto piloto e logo após expandiram para o bairro São Paulo. Dia 19 ocorreu a última ação para fazer o porta-a-porta para orientar a população para depois essa ação abranger a cidade toda.

 

Quais os resultados que vocês já tiveram até agora com esse tipo de coleta?

Em contato com a empresa que recolhe, os resultados foram a melhora na separação e no reaproveitamento do reciclável. Um problema que eles tinham que era o mau aproveitamento e o custo caríssimo no destino desse material acabou diminuindo, porque o pessoal só acabou separando mais. Essas campanhas que foram feitas reforçaram a separação, pois muitas pessoas não separavam ou colocavam desde os resíduos de construção civil e outros tipos de resíduos, tudo no contêiner ou tudo no ponto. A estética da cidade também melhorou, porque não tem mais aqueles cantos cheios de lixo.

 

Como você acha que a população pode contribuir para o meio ambiente, além da troca das lixeiras?

O recolhimento é feito de duas formas, seco e orgânica, mas a gente pede para que as pessoas separem pelo menos os rejeitos. Os rejeitos são tudo o que contém dejeto humano, isso é importante porque também acaba atrapalhando no processo. O papel higiênico , cotonete, absorvente, deixar separado do orgânico que eles podem compostar, a empresa que coleta aqui transforma o orgânico em adubo.

 

 

“Um problema que eles tinham que era o mau aproveitamento e o custo caríssimo no destino desse material que acabou diminuindo, porque o pessoal só acabou separando mais”

 

Existe alguma outra mudança que a prefeitura pretende fazer relacionado aos resíduos ou meio ambiente no geral?

Já se iniciou um projeto nas escolas municipais, com as composteiras, onde todo o resíduo orgânico é aproveitado para fazer adubo. Agora o próximo passo é tentar verbas do governo, para que a gente consiga construir uma composteira mais equipada para todo o município, com o objetivo de diminuir ainda mais o custo de destino desse material.

 

“O principal motivo já era porque não havia separação correta dos resíduos e também pois gerava entulhos nos pontos de coleta e esses entulhos, quando chovia, ficavam no chão e entupiam bueiros causando alagamentos”

 

Gabriela Filipio Krug

 

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