Timidamente, na década de 70, as mulheres começaram a construir um novo histórico para o jornalismo esportivo brasileiro. À época, as primeiras aparições ainda eram cercadas de grande resistência, mas com coragem, idealismo e competência, elas quebraram barreiras, enfrentaram o preconceito e agora, embora ainda representem a minoria dos profissionais da área, seguem se destacando na produção e divulgação de conteúdos e em busca de mais espaço. Só que se engana quem pensa que foi ou é fácil.

Alessandra Formagini e Kaliandra Alves Dias. As jornalistas formadas pela Faculdade de Artes e Comunicação da UPF optaram pelo jornalismo ligado ao esporte. Diplomadas, elas ergueram a bandeira do respeito à mulher em um dos contextos em que o domínio masculino sempre foi preponderante. E ainda é. Segundo a estimativa do mais recente relatório “Mulheres no Jornalismo”, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji, entre 477 jornalistas entrevistadas, apenas 20 atuavam nas editorias de esporte.

Outro dado do levantamento mostra que mais de 83% das mulheres relatam já ter sofrido algum tipo de violência psicológica nas redações. Mas, segundo o Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, organizado pela Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, apenas cinco casos referentes à violência de gênero foram denunciados no estado do Rio Grande do Sul em 2018. Nessa reportagem, você vai conhecer um pouco mais sobre a trajetória das jornalistas formadas pela UPF que hoje servem de inspiração para outras tantas mulheres com competência e coragem para continuar transformando o rumo, por vezes frágil, da profissão. 

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*
*