Eduardo Leite, do PSDB, foi eleito em 2018 com 53,62% dos votos válidos

Beatrys do Carmo e Luísa Miorando

Após um pleito eleitoral acirrado em 2018 o Rio Grande do Sul iniciou o ano com um novo governador. As propostas de melhorias deram esperanças a muitos e as mudanças previstas no seu plano de governo desagradaram tantos outros. 

Eduardo Leite deu início ao seu mandato já assinando seis decretos com objetivo de cortar gastos, a expectativa é de que a ação deveria causar uma economia de R$250 a R$300 milhões ao longo do ano. Entre os decretos alguns são “racionalização e controle de despesas de pessoal”, que veta a criação de novos cargos e empregos e também a “criação de grupo técnico para renegociação de contratos”, com objetivo de barganhar melhores valores junto aos fornecedores.

Em março de 2019 o governador busca apoio do presidente Jair Bolsonaro para dar andamento na obra de duplicação da BR-116, a qual deveria estar pronta ainda em 2015, mas com o alto valor apresentado para o encerramento da obra o asfalto não pôde ser finalizado. Até o início do ano já haviam sido gastos R$863 milhões nas obras de duplicação da via.
Em abril Eduardo Leite completou 100 dias como governador e em maio seu mandato foi avaliado positivamente em 60%. 33,3% não estavam satisfeitos com o governo e 6,7% não sabiam ou não responderam  a pesquisa.     

No mês de setembro o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Banrisul, foi uma pauta recorrente  com especulações de venda de ações. No dia 19 de setembro o governador cancelou as vendas alegando que o valor estava muito abaixo do que o governo desejava e afirmou “Jamais faríamos uma venda a qualquer preço”.

Em novembro Eduardo Leite anunciou um pacote de reformas para os servidores do estado, os oito projetos sugeridos pelo governador visam frear os gastos com os trabalhadores ativos e da previdência. O pacote de mudanças altera os benefícios do magistério, das forças de segurança, da Brigada Militar e outros.

As reformas sugeridas pelo governador deram início a uma greve dos professores no dia 18 de novembro, em todo o estado. Na segunda-feira, 02/12, a greve já completava 15 dias e segundo a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), das 2,5 mil escolas da rede, 410 estão sem aulas.

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