Foto: EBC

Camila Agostini

Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que pessoas certificadas com diploma de ensino superior ganham, em média, mais que o dobro dos que possuem apenas o ensino médio no currículo. Que a graduação acadêmica influencia gerações ninguém tem dúvidas. Mas no Brasil, apenas 15% da população é diplomada com grau superior.

Em recente entrevista à revista Veja, a jornalista norte-americana, Liz McMillen, editora executiva da Chronicle of Higher Education, a mais importante publicação nos Estados Unidos sobre o assunto, fez duras críticas às nações que negligenciam o estudo universitário e minimizam as atenções e investimentos direcionados às instituições de ensino superior. “Uma visão limitada”, ela diz.

Mas desde o momento em que assumiu a presidência da República, em janeiro de 2019, Jair Bolsonaro deixou bem claro: “a prioridade é a educação básica”.

Nesse contexto, a educação de nível superior esteve atrelada a discussões intensas ao longo do primeiro ano do governo bolsonarista. Um e-mail polêmico – o ex-ministro pediu às escolas que executassem o Hino Nacional, gravassem e lessem uma carta de sua autoria que continha o slogan da campanha de Jair Bolsonaro, a troca de ministros, e a muito comentada “balbúrdia”. Não faltou motivos para análises.

“O ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que o MEC irá cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e estiverem fazendo o que o ministro definiu como “balbúrdia”. De acordo com Weintraub, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) foram enquadradas nesses critérios e já tiveram repasses reduzidos. Além disso, está sob avaliação a redução nas verbas para a Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.” 

Dias depois, o governo anunciou o corte que não se restringiu às três instituições citadas pelo ministro, mas a todas as instituições federais.

BREVE RETROSPECTO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO EM 2019 

Os reflexos do contingenciamento para o IFSul Passo Fundo

O contingenciamento imposto pelo Governo Federal interferiu na rotina do IFSul – Instituto Federal Sul Rio-grandense, Campus Passo Fundo. Maria Carolina Fortes, professora e chefe do Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão do Instituto comenta como foi o ano de 2019 após deliberações do MEC.

Ao clicar na foto, você confere a entrevista com a reitora da Universidade de Passo Fundo (UPF), prof. Dra. Bernadete Dalmolin.

 

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