Foto: Rogério Melo/PR

O início do governo de  Bolsonaro sob a sigla do Partido Social Liberal à sua saída e criação de um novo partido

Aline Pozzebon

No dia 1 de janeiro de 2019, Jair Messias Bolsonaro, assumiu a presidência do Brasil depois de ser eleito no ano anterior com 55,18% dos votos em segundo turno. Junto a Bolsonaro, assumiu o general Hamilton Mourão como vice-presidente pelo Partido Social Liberal. O partido, considerado nanico até então, também garantiu a segunda maior bancada na câmara com a eleição de 52 deputados. O Partido dos Trabalhadores manteve ainda a frente em número de representantes da câmara. 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

A reforma da Previdência foi apresentada logo no segundo mês de mandato, no dia 20 de fevereiro. A equipe econômica responsável por rumar em sentido ao equilíbrio das contas públicas é comandada por Paulo Guedes, figura que durante a campanha presidencial apareceu como argumento de escape para Bolsonaro quando questionado sobre as pautas e medidas na economia brasileira. Principal pauta da agenda econômica da equipe em 2019, a reforma da Previdência foi aprovada em 22 de outubro, após sete meses de tramitação.

Foto: Isac Nóbrega

Em 19 de março, Bolsonaro encontrou-se com o presidente americano Donald Trump na Casa Branca em Washington. Ao longo de seu governo, Bolsonaro vem tentando diminuir a distância entre os países, ainda que essa tentativa tenha se mostrado mais unilateral e a reciprocidade americana não corresponda tão bem aos níveis que gostaria o presidente brasileiro. Por um lado, cotas de importação foram abertas e a obrigatoriedade de visto foi dispensada enquanto medidas tomadas após o encontro, do outro, Trump negou a abertura de seu mercado para a carne brasileira e, mais recentemente, decidiu por retomar as taxas o aço e alumínio brasileiros sob a justificativa de que o Brasil vem desvalorizando sua própria moeda em um cenário em que terço do aço exportado no Brasil tem como destino o mercado dos Estados Unidos.

Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

 

O Supremo Tribunal Federal derrubou a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância no dia 7 de novembro. De acordo com levantamento do Ministério Público Federal, a decisão do STF poderia beneficiar 38 condenados na Operação Lava Jato. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um deles, solto no dia seguinte após quase 600 dias encarcerado Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. No fim do mesmo mês, dia 27, o TRF-4 votou contra a anulação da condenação em primeira instância no processo do sítio em Atibaia, além de aumentar a sentença para 17 anos, um mês e dez dias.
Jair Bolsonaro deixou o Partido Social Liberou em 12 de novembro após uma série de desentendimentos com o presidente do partido, Luciano Bivar. Também anunciou a criação do partido Aliança pelo Brasil de “base sólida conversadora” como descreveu seu filho, Eduardo Bolsonaro, no Twitter. Conforme aponta matéria do El País (https://brasil.elpais.com/) veiculada no dia 28 de novembro, “o presidente vem buscando agregar os aliados mais radicais do bolsonarismo e imprimir sua ideologia extremista numa sigla inteiramente controlada por ele — que presidirá a nova legenda — e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro — que será vice.”
Hoje, 3 de dezembro, dia em esse recorte ínfimo dos acontecimentos políticos do ano é escrito, o Diretório Nacional do PSL confirmou a punição de 18 deputados ligados a Bolsonaro que vão de advertências a suspensões de atividades por até 12 meses. Conforme matéria divulgada pelo G1 “parte dos deputados punidos deverá deixar o partido a fim de se transferir para o Aliança pelo Brasil, sigla criada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas que, para obter o registro na Justiça Eleitoral, ainda depende de cumprir requisitos, entre os quais a coleta de cerca de 500 mil assinaturas de apoio.”

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