Por: Bruno Roso e Victor Ferreira

Com espaço reduzido nos veículos tradicionais, a mídia especializada surge para a comunidade afro-brasileira como o principal meio de representatividade de sua voz. Pensando nisso, nossa equipe da ComArte vai produzir neste semestre uma série de conteúdos especializados nesse universo.

Primeiro, pesquisamos sete meios de comunicação que dão maior visibilidade às causas sociais da população negra. Através dos links é possível que você acesse e conheça um pouco mais do conteúdo produzido nestes meios.  

Canal Preto

Começamos com o mais novo veículo especializado na temática racial, o Canal Preto, que surgiu em 2018. Sua principal bandeira é denunciar o racismo, o preconceito, a intolerância e a discriminação, representada no mote: “Racismo ou você combate ou você faz parte”. É uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho/ Coordigualdade – combate à discriminação a trabalhadores – em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e ainda conta com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres. Conheça o canal clicando aqui.

Alma Preta  

Criado em 2015 por um grupo de jovens comunicadores da UNESP, o Alma Preta é uma agência de jornalismo independente. Seu objetivo é contribuir, apoiar e promover reflexão social e política, acerca dos efeitos do racismo no Brasil e no mundo. No site é possível encontrar diversas reportagens, coberturas, colunas, análises, principalmente em texto, de diversas temáticas sociais. Além disso produzem conteúdo audiovisual no Youtube e de áudio no Spotify. Confira o trabalho do site clicando aqui.

Nação Z 

O Nação Z surgiu no mesmo ano do Alma Preta. E assim como o site anterior tem os mesmos interesses: de defesa ao negro e seus anseios. O jornal digital abrange a região sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Aborda todos os assuntos que influenciam na vida das pessoas em diferentes editorias, como: esporte, economia, política, comportamento, estilo e cultura nacionais e internacionais. Clicando aqui você vai diretamente para a página Nação Z conhecer a produção deles.

TV Nação Preta 

A TV Nação Preta nasceu em 2015 da resistência no campo jornalístico, idealizado pelos produtores do extinto programa Nação, exibido para todo o Brasil pelas televisões públicas, que foi produzido na TVE/RS até 2017. No canal no YouTube, está disponível conteúdo musical, artístico, esportivo, além de uma série de vídeos que abordam aspectos estruturais, como é o caso das temáticas: feminismo negro, literatura negra, samba, voto, reivindicação acerca do Centro de Referência do Negro Nilo Feijó e carnaval de Porto Alegre. Clique aqui e veja o que é produzido pela TV Nação.

Revista Afirmativa 

O coletivo de mídia negra Revista Afirmativa, criado em 2014, conta com publicações no ambiente digital, em seu site, como notícias e matérias opinativas, e edições da revista impressa, disponibilizada digitalmente pelo grupo. Tem como slogan “Somos nós, falando de nós, para todo o mundo”. Ou seja, as pessoas que estão envolvidas com a revista são negras e assumem seu local de fala e o de disseminar para todo o Brasil as questões relacionadas com o racismo, além de levantar também as pautas do machismo e da homofobia. Leia o conteúdo da Afirmativa acessando por aqui.

Correio Nagô 

O Correio Nagô completa 12 anos de atividade em 2020. É um veículo de comunicação do Instituto Mídia Étnica, uma organização da sociedade civil que realiza projetos para assegurar o direito humano à comunicação e o uso das ferramentas tecnológicas pelos grupos socialmente excluídos, especialmente a comunidade afro-brasileira. Você pode ler o Correio Nagô clicando aqui.

 

Mundo Negro 

Por último deixamos o mais “velhinho” dessa lista. O Mundo Negro foi criado em 2001, sendo um dos primeiros portais no país voltado aos negros. O diferencial do site é de não ser um reprodutor de notícias como outros portais. Tudo é escrito e editado pelos jornalistas e colunistas que atuam no Mundo Negro, visando fornecer conteúdo com informação e opinião, além de informar aqueles que se interessam, mas não necessariamente integram a população negra. é possível acessar o conteúdo do Mundo Negro por aqui.

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