Filme O Sol Também é uma Estrela envolve aspectos raciais ao contar a história de uma jamaicana e um coreano que têm apenas um dia para se apaixonar

Por: Emilly Lautert Dos Santos

“A escolha que fazemos, o caminho que escolhemos, não temos para sempre. Tudo o que temos é um único dia.” – O Sol Também é uma Estrela

O Sol Também é uma Estrela (The Sun Is Also a Star), filme lançado em 2019, é uma adaptação do livro escrito pela autora jamaicano-americana Nicola Yoon. A história tem seus personagens baseados na própria escritora e em seu marido. O filme mostra dois jovens completamente diferentes que são unidos pela coincidência e que tem apenas um dia para se apaixonar.

Nicola e seu marido David Yoon
Foto: DIvulgação

Natasha Kingsley (Yara Shahidi) é imigrante da Jamaica e se estabeleceu nos Estados Unidos da América (EUA) aos oito anos de idade e por isso tem convicção de que aquele é seu verdadeiro lar. É uma menina extremamente pragmática, que acredita apenas em fatos que podem ser explicados pela ciência e é apaixonada por astronomia.

Daniel Bae (Charles Melton) nasceu nos EUA e é descendente de coreanos. Sempre foi um bom filho e um bom aluno, mas nunca se permitiu viver seu sonho de se tornar um poeta, por causa dos pais. Acredita no destino e que tudo acontece por um motivo.

Em menos de vinte e quatro horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica e para evitar isso a garota decide procurar por um advogado. Daniel tem uma entrevista importante que pode levá-lo a cursar medicina em uma grande universidade. E é assim, como todos os demais filmes do gênero, que o acaso faz com que os dois se encontrem. Daniel ao avistá-la tem em mente que algo irá ocorrer e que precisa conhecer Natasha. Então, logo após salvá-la de um atropelamento, ele a desafia a passarem um dia juntos, com a missão de fazê-la se apaixonar

“E se eu te dissesse que poderia fazer você se apaixonar por mim? Apenas me dê um dia”
– O Sol Também é uma Estrela

Porém, apesar de se tratar de um romance juvenil, é perceptível que a narrativa vai além ao trazer nas entrelinhas aspectos relevantes envolvendo as diferenças culturais, o contexto étnico da sociedade norte-americana, o preconceito, a questão da imigração, os conflitos familiares e todos os impactos que essas questões possuem na vida dos personagens e que influenciam na história.

Um exemplo, em que isto tudo fica explícito, é o momento em que Natasha acompanha Daniel até a loja de sua família que é especializada em produtos para cabelos afro. Lá ela conhece o irmão e o pai do garoto, que acaba por oferecer a ela algo que irá remover o volume de seus cabelos crespos, deixando nítido o preconceito existente.

É um filme indicado para as pessoas que estão a fim de ver uma história leve e bem desenvolvida, que apesar de ser um clichê, também fica carregado de significado e temas atuais, que podem levar a diversas reflexões se analisado a fundo.

O filme está disponível para assinantes do Telecine Play ou pode ser visto no YouTube e no Google Play pelo valor de R$ 20,00 reais.