Micheli Dalasta,  concursada em 2015 como motorista de coletivo urbano, teve sua primeira experiência nas estradas como motorista de carreta ela e seu esposo viajavam conhecendo várias cidades transportando óleo vegetal, como motorista de carreta suas experiências foram marcantes, durante uma de suas viajem sozinha com sua carreta teve um momento árduo  em que precisou resolver um problemas mecânicos, o fato de ser mulher não atrapalhou em deitar em baixo da carreta e com o auxílio de seu esposo por telefone foi instruindo como fazer para isolar um freio do caminhão, sempre foi bem recebida por onde passou dirigindo sua carreta sempre foi respeitada, mas o fato de ter o esposo como caminhoneiro e sempre fazer a mesma rota ajudou a  não ter problemas de assédio ou desrespeito.

Micheli tem orgulho de ser a única mulher motorista em uma população de mais de 200 mil pessoas.

Hoje deixou as estradas apenas para seus passeios em família, e com todo o amor à profissão de motorista de transporte de coletivo urbano, que exerce desde 2015 transportar passageiros de todas as idades ate mesmo aquelas que nem ao mundo chegaram ainda é motivo de orgulho, no  início desta profissão notou que frear um caminhão de produto  e frear um ônibus com passageiros tem muita diferença, o inicio foi uma adaptação bem rigorosa, ajudada pelos colegas superou os obstáculos no tempo de experiência. Para Micheli o fato de ser  mulher e representar uma classe de motorista de ônibus é  motivo de admiração, “ eu como mulher represento uma categoria e me orgulho de ser  a única mulher motorista de ônibus em uma cidade de mais de 200 mil habitantes em meio a este transito de Passo Fundo”. Durante sua jornada de trabalho o sobe e desce de passageiros, ouvindo conversas, risadas e reclamações e muitas vezes pelo retrovisor vendo passageiros em  silêncio, o ônibus segue o itinerário com sua motorista, a cada parada de ônibus ver os passageiro com suas dificuldades e cansaço do termino do dia, para ela  é uma satisfação de dever cumprido, o objetivo maior é deixar eles e elas em segurança no seu destino uma conquista para as mulheres na cidade de Passo Fundo, após as 21 horas para desembarque do sexo feminino dando uma conquista e maior segurança para as mulheres no período noturno de retorno para casa. 

Coisas inusitadas ocorrem durante os trajetos dos ônibus em que dirige, como a conversa de uma senhora que chamou sua atenção dizendo “ minha filha você dirigindo, eu vou fazer  setenta e cinco anos e não sei nem andar de bicicleta” para as pessoas de mais idade uma mulher dirigindo é algo surpreendente e motivo de orgulho, pois no tempo delas isto seria impossível de ver conta Micheli. Mesmo em meio a correria do dia a dia, deixa seus filhos aos cuidados de sua mãe. Durante seu trabalho ao descer do ônibus e encerrar suas atividades, a mulher motorista passa a ser mãe, esposa, dona de casa, filha e uma amiga incentivadora. De acordo com Micheli cada um tem uma história, sempre procuro incentivar as mulheres a fazerem suas carteiras de motorista e a realizarem seus sonhos, eu morava no interior não dirigia nem trator, com 16 anos de idade vim para passo Fundo e tive a coragem e oportunidade de fazer a  carteira B com vinte ano, nunca deixei as oportunidades passarem, todas podem correr atrás do sonho da carteira de motorista. Mesmo vindo do interior e com todas as dificuldades que enfrentou, hoje se seu pai fosse vivo, com certeza estaria orgulhoso em ver sua filha dirigindo o ônibus com passageiros, pois durante suas viagens na estrada sempre recebia o telefonema para saber onde andavam com sua carreta, quando Micheli prestou  o concurso para motorista de ônibus de coletivo, seu pai estava doente mas tinha a preocupação e dizia “ mas minha filha você nesta cidade dirigindo ônibus”  seu pai não teve a oportunidade de ver a filha dirigindo o ônibus, mas teve a oportunidade em ver sua filha mulher passando  em um concurso de motorista onde em sua geração somente os homens tinha esta oportunidade. Micheli quando se aposentar vai pegar a estrada somente para passeios. 

NOVA PROFISSÃO, MAS SEMPRE AO VOLANTE

Estar ao volante faz parte da vida de Lilian

Durante 10 anos como instrutora de auto escola em meio ao transito corrido de Passo Fundo, Lilian da Cunha Chaves decidiu que iria mudar de profissão mas não deixaria de ter nas mãos o volante, prestou concurso da Codepas em 2010 para motorista de ônibus e em 2015 fez outro concurso na mesma empresa para motorista de caminhão de coleta seletiva( containers). Como já vinha de uma experiência da auto escola, então ela já estava segura no momento do concurso, tanto na parte teórica quanto na prática, essa experiência fez a diferença em sua que colocação. Para Lilian que sempre gostou de dirigir, “meu pai me ensinou, ele era um excelente motorista, e me inspirou a ser igual a ele.” Quando entrou na Codepas foi muito bem recebida pelos colegas, mas as vezes alguns passageiros faziam piada inconveniente, como: mulher no volante perigo constante! Uma vez um passageiro desceu do ônibus quando viu que eu era uma mulher que estava dirigindo caiu na rizada, mas isso nunca me abalou, sei do meu potencial, e sempre recebi muito mais elogios do que críticas eu não vejo resistência da parte dos homens pelo fato de ser mulher, conta Lilian. 

De acordo com Lilian da Cunha Chaves a mulher que tem o interesse, sonho, ou desejo de ser motorista, ela diz: “Nós podemos ser o que quisermos!!!! Mulheres Corram atrás de seus objetivos, nós somos capazes sim! Somos ótimas motorista, somos cuidadosas! Estamos em várias áreas de trabalho que antes era ocupado apenas por homens e vamos conquistar ainda mais.”

por Cristina Pereira