O Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres. Em 2020 elas ocuparam 33,3% das candidaturas para prefeita, vice-prefeita e vereadora no país. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram pouco mais de 522 mil pedidos de registro de candidatura, sendo cerca de 183 mil mulheres e, assim, quebrando o recorde para as eleições municipais de 2016.

Para as eleições presidenciais de 2018, de 353 candidaturas para senado, 291 eram homens e 62 eram mulheres, em comparação às eleições de  2016 e 2010, 2018 foi o ano em que mais tiveram candidaturas femininas para o cargo. No entanto, a participação de mulheres é pequena se comparado com o número de homens que concorreram à vaga.

Já na Câmara dos Deputados, nas eleições de 2018, foram eleitas 77 parlamentares, um aumento de 51% em relação às eleições de 2014, quando só 51 mulheres representavam a Câmara.

 Com relação às assembleias legislativas, ao todo foram 161 representantes foram eleitas, um crescimento de 41,2%, em comparação com 2014 que foram escolhidas 114 mulheres para o cargo de Deputadas Estaduais. 

 Fátima ainda superou o número de votos que conquistou em 2014, quando foi eleita senadora pelo Rio Grande do Norte

Atualmente, o Brasil só possui uma governadora mulher.  Fátima Bezerra é governadora do estado do Rio Grande do Norte pela coligação Do Lado Certo composta pelo PT, PC do B e PHS. Ela foi eleita no segundo turno das eleições com mais de 1 milhão de votos, sendo a governadora mais votada de toda a história do estado.

 Duda é uma das idealizadoras da ONG Tranvest, projeto artístico-pedagógico que trabalha para combater a transfobia e incluir travestis, transexuais e trasngêneros na sociedade.

Nas eleições de 2018, tivemos a primeira candidatura de uma mulher trans ao cargo de senadora. Duda Salabert concorreu a uma das duas vagas ao senado por Minas Gerais, mas não ganhou. Já em 2020, foi eleita pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) como vereadora de Belo Horizonte, sendo a mais votada da história com mais de 37 mil votos. 

Em Porto Alegre, foram 11 eleitas em 2020. Já nas eleições de 2016, apenas quatro mulheres foram eleitas, três vezes menos do que no ano passado. A expectativa é de que este número aumente a cada nova eleição e que as mulheres possam ocupar vagas cada vez mais e novos cargos políticos.

Por Mariele Gasparin e Náthaly Neves