O protetor de animais Marcelo da Silva Vieira, de 28 anos, mais conhecido como Marcelinho Protetor, vive em um sítio em Mairiporã, São Paulo, onde abriga aproximadamente 200 animais de resgate. Marcelinho é tudo o que os animais, das diferentes espécies que lá vivem, têm no mundo.

O porco Gabriel foi um dos animais resgatados pelo protetor.

| Foto: Arquivo Pessoal

A trajetória de Marcelinho é muito conhecida nas redes sociais e na região em que vive, especialmente pelo tempo que atua como protetor, tendo iniciado o primeiro resgate com apenas nove anos. Para alimentar os cães, segundo conta, é necessário uma tonelada de ração por mês. Já para os gatos, a quantia de ração gira em torno de 180 kg, fora os porcos, cabritos e aves que vivem no local.

“Ser protetor não é uma profissão, são pessoas que se envolvem e se entregam para esses animais. Resolvemos um problema que não é visível, tanto por grande parte da população quanto pelos órgãos públicos”, começa explicando. 

Confira a entrevista na íntegra:

Rotina de um protetor de animais

Enchemos nossas casas de bichos, nos endividamos, deixamos nossa vida de lado e começamos a viver a deles. Eu acabei me dedicando tanto a esses bichos que acabei ficando refém deles. Hoje eu não consigo trabalhar fora, fazer outra atividade externa porque os animais dependem de mim. 

Desafios financeiros

Somando todos os custos do abrigo o valor é bem alto, passa de 20 mil reais por mês. O meu trabalho social voluntário é o que mais me dá custo, eu trabalho muito para arrecadar recursos, vendendo rifa, fazendo eventos (fora da pandemia), bazares, vendendo canecas, camisetas. Felizmente muitas pessoas das redes sociais acompanham e colaboram. 

Cada um pode fazer a sua parte

Qualquer pessoa pode fazer a diferença, seja castrando o seu animal de estimação, pois por mais que a família fique com um filhote, não se tem a certeza que os outros cinco, por exemplo, vão ter a garantia de um lar no futuro. Se a pessoa não tem condições de abrigar um animal, então pode alimentar um cão de rua, castrar um cão de rua, levar em uma clínica, já é um grande favor que faz para o bichinho.

Queda nas adoções durante a pandemia

No início da pandemia as adoções eram mais recorrentes, mas agora os pedidos de adoção caíram consideravelmente, diminuímos em torno de 80% de animais adotados. Está muito difícil, não estão saindo animais, estamos bem preocupados com esse cenário. Todos os animais que estão aqui, estão de passagem. Lutamos para que cada um deles tenha um lar, uma família, porque não é vida viver trancado em um canil, em um gatil. Nós queremos que eles sejam animais membros de uma família, tenham um convívio. 

Como ajudar

Para ajudá-lo a manter esse trabalho e continuar salvando vidas, você pode colaborar com suprimentos, ração ou dinheiro, basta contatá-lo através do Instagram ou Facebook ou fazer alguma colaboração através das seguintes contas bancárias em nome de Marcelo da Silva Vieira:

ITAÚ

  • Agência: 1664
  • Poupança: 23418-2/500

BRADESCO

  • Agência: 1262
  • Conta: 673-4

CAIXA

  • Agência: 4074
  • Conta: 14808-0 
  • Operação: 013

Por: Ana Caroline Haubert