O centenário de Paulo Freire foi comemorado recentemente, e sua importância no campo da educação de jovens e adultos é reconhecida mundialmente. O renomado professor foi o percursor de uma metodologia de ensino, que se baseia em fazer o aluno aprender e pensar por si mesmo, foi o brasileiro mais homenageado da história com pelo menos 35 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da Europa e América.

Paulo Freire se destacou por seu trabalho na área da educação popular, que se voltava tanto para educação escolar quanto para a formação da consciência política. Porém, depois de tanto trabalho do nosso patrono da educação, o Brasil está distante do analfabetismo.

No dia 08 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Alfabetização, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) com o objetivo de discutir assuntos e questões ligados a alfabetização.

Sul e sudeste são as regiões com a menor taxa de analfabetismo no Brasil, com 3,3%, entre os que têm 15 anos ou mais.

Atualmente, no Brasil, a taxa de analfabetismo é de 6,5% da população com idade superior a 15 anos, conforme levantamento do IBGE divulgado em 2021. Isso corresponde a 11 milhões de pessoas. A meta para do Plano Nacional de Educação (PNE) era chegar em 2015 á taxa de 6,5%. Porém, os índices neste ano regrediram e tem até 2024 para cumprirem as metas estabelecidas.

Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil está entre as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024.

O levantamento mostra que existem diferenças raciais e regionais na alfabetização no Brasil. A porcentagem de pessoas brancas analfabetas, acima dos 15 anos, é 3,6%. Conforme o IBGE, a porcentagem de pessoas preta e parda é de 8,9%. A diferença, para faixa etária acima dos 60 anos, aumenta. Pessoas brancas, que não sabem ler nem escrever, acima dos 60 anos somam 9,5%, e pretos e pardos contabilizam 27,1%.

Sul e sudeste são as regiões com a menor taxa de analfabetismo no Brasil, com 3,3%, entre os que têm 15 anos ou mais. Na região Centro-Oeste a taxa é de 4,9% e Região Norte 7,6%. O Nordeste tem o maior percentual de analfabetos de 13,9%. Na faixa etária acima de 60 anos as taxas são de 9,5% na Região Sul, 9,7% no Sudeste, 16,6% no Centro-Oeste, 25,5% na Região Norte e 37,2% no Nordeste. A maior parte do total de analfabetos com 15 anos ou mais, 56,2%, que corresponde a 6,5 milhões de pessoas, vive na Região Nordeste e 21,7%, o equivalente a 2,4 milhões de pessoas, no Sudeste.

Por Fernanda Machado e Adenilson Gois