Dificuldade durante o ensino remoto afeta alunos de diferentes níveis educacionais. | Foto: Reprodução

Quando ingressou no curso de jornalismo em 2019, o jovem Márcio O. Koop Júnior, morador de Chapada, não imaginava que entre os desafios da vida acadêmica, teria que aprender a estudar de forma online.

Márcio O. Koop Júnior, morador de Chapada e estudante da Universidade de Passo Fundo, avalia as mudanças do ensino presencial para o remoto. | Foto: Arquivo Pessoal

Cursando o 5° semestre de Jornalismo, parte da graduação foi através da tela de um computador com aulas remotas. A adaptação, tanto por parte dos alunos quanto dos professores, foi um grande desafio para Márcio.

Questionado sobre as maiores dificuldades durante o ensino remoto, o estudante revela que em um primeiro momento foi a adaptação para a modalidade, já que surgiram dúvidas de quanto tempo duraria e como isso ocorreria.

“As primeiras semanas foram as mais complicadas até encontrarmos as plataformas ideais. Após isso surgiram as dificuldades de interação com os professores e os próprios colegas, algo que de certa forma distanciou um pouco nossa mente do aprendizado. Para mim, essa foi a maior dificuldade, pois mesmo em chamada de vídeo, é longe de ser a mesma coisa. Outra, é o fato de passar 3 horas ou mais na frente de uma tela, acaba sendo desgastante”, explica.

A adaptação remota, segundo o aluno, também comprometeu a qualidade de ensino. “Acabou comprometida por conta dessa distância na interação, eu tive aulas que de forma remota, que era muito maçante, e presencialmente as aulas se encaminhavam muito bem”, conta.

Apesar das dificuldades, Márcio pontua os benefícios da modalidade de ensino à distância, já que não mora em Passo Fundo, onde está localizada a universidade em que estuda. 

“O maior benefício foi a locomoção, já que o tempo de viagem da minha cidade até a UPF dá por volta de 1h30min. Ida e volta são 3 horas do dia praticamente ‘perdidas’. Claro, você pode usar o tempo para dormir ou estudar, mas o fato de estar em movimento reduz o aproveitamento”, detalha.

Embora julgue o ensino presencial mais proveitoso do que o online, Márcio pondera que algumas disciplinas podem sim ser mantidas virtualmente. “Por vezes temos algumas aulas que são apenas encaminhamentos de trabalhos ou atividades simples, que não passam de 1h/1h e meia. Não vejo a necessidade de ir até o campus”.

Quanto ao retorno das aulas do curso de jornalismo da UPF, ocorrido recentemente, o aluno faz contrapontos sobre a decisão da universidade.

“É um ponto complicado já que pegou muita gente de surpresa. Por estarmos no meio do semestre, algumas cidades tiveram um certo despreparo em relação ao transporte de alunos até Passo Fundo, acredito que poderiam ter esperado para fazer o retorno presencial no próximo ano. Porém, é bom voltar”, conclui.

Por Ana Caroline Haubert