Foto: Thaiane de Almeida

Ao longo do tempo, o conceito de museu, bem como o seu papel na sociedade, foi se modificando e se desenvolvendo conforme as mudanças socioculturais de cada época. De “gabinete de curiosidades”, nos séculos XVI e XVII, a espaços de educação e entretenimento nos séculos XIX e XX. Essa evolução, associada às novas formas de produção e valorização da informação e do conhecimento, representa o potencial educativo de espaços não formais de aprendizagem, onde a figura do educador é substituída pela do mediador, que tem o papel de compartilhar o seu conhecimento com os estudantes através de uma troca mútua de conhecimentos, baseada nas experiências e vivências individuais e coletivas de cada visitante.

Parceiros das instituições de ensino, os espaços museológicos são vistos como possibilidades (recursos) de trabalhar a arte, a memória e o patrimônio dentro da educação não formal. Em museus universitários, como é o caso do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider e do Museu Histórico Regional de Passo Fundo, o caráter educativo – proposto através de atividades lúdicas e dinâmicas – pode ser visto como uma “comunicação entre o espaço expositivo e a ação educativa”, conforme explica a funcionária responsável do MAVRS e do MHR, Patricia Vivian.

Essa metodologia didático-pedagógica pode ser abordada em diferentes linhas (cultural, de memória e de preservação) e tem como objetivo complementar e dialogar com a própria exposição. Por isso, promover a aproximação entre o espaço museal e as escolas, “criando um senso de pertencimento e de apropriação”, é um meio de ampliar, de democratizar e de tornar acessível o conhecimento compartilhado.

“Quando a gente alia museus, escolas e professores da rede de ensino, a gente enxerga possibilidades de acesso da nossa comunidade.”

Patricia Vivian, funcionária responsável do MAVRS e do MHR

Esta reportagem ainda será atualizada.

Por Thaiane de Almeida da Silva