Sem redes sociais, o passo-fundense Jeferson Gasparin fala sobre o estilo de vida longe da internet. | Foto: Braian Gasparin

Estima-se que mais de 4,2 bilhões de pessoas utilizam redes sociais pelo mundo, representando 53,6% da população mundial. Com uma média de 3h42m por dia, o Brasil é o é o terceiro país que mais usa redes sociais no mundo, ficando atrás somente da Filipinas e Colômbia, que gastam em média 4h15m e 3h45m, respectivamente.

A região sudeste do Brasil tem a maior taxa de usuários de redes sociais, com um total de 78%. As informações sobre o consumo de redes sociais no Brasil e no mundo foram divulgadas pela plataforma CupomValido.com.br, que reuniu dados da Hootsuite e WeAreSocial.

Aos 52 anos, Jeferson Gasparin não está nessas estatísticas. Sem redes sociais, o passo-fundense tampouco tem celular. Jeferson justifica a escolha em não aderir a tecnologia à palma da mão por preferir o trato pessoal e não através de um aparelho. 

Não uso redes sociais porque no mundo de hoje acredito que as pessoas vivem mais no telefone do que na vida real e acabam não dando atenção para as coisas e pessoas próximas”, começa respondendo o motivo de não ter redes sociais.

Questionado se teria curiosidade em saber da vida das pessoas, notícias e acontecimentos, ele explica que ainda prefere buscar as fontes tradicionais de informação.

“Nunca tive curiosidade pois venho de outra época, em que era tudo diferente e tratávamos as coisas de forma pessoal e não por telefone. Saber da vida das pessoas não me faz falta, notícias e acontecimentos eu prefiro acompanhar por meios mais tradicionais, na minha opinião, é mais confiável.”

Jeferson Gasparin explica ainda, como é o seu dia a dia sem telefone e sem redes sociais. “Gosto de me comunicar pessoalmente. Levo uma vida normal, tenho meu trabalho e minha família, da mesma forma que qualquer outra pessoa. Não pretendo criar algo que para o meu estilo de vida não faz falta”, diz.

Jeferson não se enquadra, ainda, na faixa etária mais assídua nas redes sociais no Brasil, que é de 16 e 24 anos. Fugindo das estatísticas, avesso às redes sociais, Jeferson tem facilidade em responder quais são as vantagens de não tê-las. “A principal vantagem é que eu sempre consigo focar 100% nas coisas do dia a dia e não sou refém do celular.”

A principal vantagem é que eu sempre consigo focar 100% nas coisas do dia a dia e não sou refém do celular.”


No entanto, também classifica desvantagem em não ter redes sociais: “Sinto que às vezes poderia ter mais contato com pessoas distantes e isso na minha opinião é a principal desvantagem”, conclui.

Por Ana Caroline Haubert